Israel apoia EUA na decisão de cortar ajuda a refugiados palestinianos

Israel apoia EUA na decisão de cortar ajuda a refugiados palestinianos

 

Lusa/Ao online   Internacional   2 de Set de 2018, 21:03

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apoiou este domingo a decisão dos Estados Unidos de deixarem de financiar a agência da ONU de assistência aos refugiados palestinianos.

“Os Estados Unidos fizeram algo muito importante ao deixar de financiar a agência de perpetuação dos refugiados chamada UNRWA. Finalmente estão a começar a resolver o problema”, disse Netanyahu, num colégio em que participou numa cerimónia de abertura do ano escolar.

O chefe do Governo de Israel acusou os palestinianos de “criarem uma instituição única, há setenta anos, não para absorver os refugiados, mas para os perpetuar”, e afirmou que os fundos de assistência às populações necessitadas “devem utilizar-se em ajudar genuinamente a reabilitar os refugiados, cujo verdadeiro número é muito mais pequeno do que afirma a UNRWA”.

Israel considera que a agência da ONU para os refugiados palestinianos é um dos problemas que perpetuam o conflito com a Palestina.

A retirada de fundos norte-americanos à UNRWA (sigla em inglês de United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East) causa a maior crise financeira da história desta agência, deixando dúvidas sobre apoios à educação e saúde de milhares de palestinianos.

Washington foi durante décadas o principal financiador e em 2017 deu 364 milhões de dólares (cerca de 314 milhões de euros à taxa de cambio atual).

Tradicionalmente, os Estados Unidos contribuíram com cerca de um terço do orçamento anual da agência, que em 2017 ascendeu a cerca de 1.100 milhões de dólares (948 milhões de euros atuais).

A agência ajuda mais de três milhões de refugiados.

Depois de os EUA terem retirado o apoio à agência das Nações Unidas que apoia cerca de quatro milhões de refugiados palestinianos, a UE informou este sábado que continuará a apoiar a agência criada em 1949 para apoiar os refugiados fugidos na guerra de 1947-48 do então criado Estado de Israel.

As relações entre Washington e a Autoridade Palestiniana são gélidas desde o anúncio pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, no final de 2017, do reconhecimento unilateral norte-americano de Jerusalém como capital de Israel.

Os palestinianos recusam desde então qualquer contacto com o Governo norte-americano e negam-lhe qualquer papel de mediador no processo de paz com Israel.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.