Investimento atingiu novo recorde em 2017 em Portugal

Investimento atingiu novo recorde em 2017 em Portugal

 

Lusa/AO online   Economia   1 de Mar de 2018, 14:24

A atividade de investimento manteve-se “extremamente dinâmica” em 2017, tendo sido atingido um novo recorde, em termos de volume, de cerca de 2,1 mil milhões de euros, distribuídos por mais de 60 operações, revela um estudo divulgado esta quarta-feira.

Segundo a consultora Cushman & Wakefield, o capital estrangeiro continuou a ser o principal impulsionador da atividade, tendo representado 67% do total.

O setor de escritórios captou a maior parcela de capital e voltou a atingir um novo máximo histórico de investimento em 2017, recebendo 38% do capital investido, 770 milhões de euros.

As previsões da Cushman & Wakefield para o fecho de 2018 apontam hoje para um volume de transações que poderá variar entre os 3.000 milhões e os 3.500 milhões de euros.

O setor de retalho captará a maior parcela de investimento em 2018, mas os escritórios deverão também atrair um volume muito significativo de capital.

O estudo concluiu que o mercado de escritórios da Grande Lisboa cresceu em 2017 16% no volume de espaços contratados, para 167 milhões de metros quadrados (m2) transacionados, mas refere que a nova oferta “manteve um crescimento incipiente”, com apenas três edifícios inaugurados ao longo de 2017 que foram ocupados na totalidade em pré-arrendamento.

“Para os próximos anos perspetiva-se um novo arranque na atividade de promoção, com os projetos de escritórios previstos para os próximos três anos na Grande Lisboa a totalizarem 100.000 m2”, acrescenta.

Sobre o setor de retalho, a Cushman & Wakefield diz que manteve em 2017 o forte crescimento que vinha a registar-se desde 2015, com 750 novos contratos de retalho no país, localizando-se a grande maioria na Grande Lisboa.

À semelhança dos últimos anos, o setor da restauração foi o mais ativo, tendo representado 36% das novas aberturas, num total de 270 unidades.

A moda teve também um crescimento significativo, sendo o segundo setor mais representativo, com 180 novas lojas (24% das aberturas).

Os centros comerciais foram responsáveis pelo maior número de aberturas, mas o dinamismo do comércio de rua, que surgiu há poucos anos como um setor renascido, é confirmado pelos dados da procura: ao longo do último ano assinalaram-se na amostra cerca de 300 novas aberturas no formato de rua.

Em relação ao mercado imobiliário Industrial, a consultora diz que não tem refletido até à data a forte atividade ao nível empresarial, mas os dados de procura relativos a 2017 apontam para uma possível viragem do ciclo, com um aumento do volume de espaços transacionados.

No ano passado foram identificados na Grande Lisboa 28 negócios que envolveram 115.000 m2 de área contratada, sinaliza.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.