Investigadores vão tentar recuperar equipamento perdido no fundo do mar dos Açores

Investigadores vão tentar recuperar equipamento perdido  no fundo do mar dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Ago de 2010, 10:56

Uma equipa de biólogos marinhos da Universidade dos Açores vai tentar recuperar no domingo um equipamento de recolha de dados que está perdido no fundo do mar, ao largo do Faial, há cerca de um ano.

Os investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas (DOP) vão utilizar o ROV ‘Luso’, um veículo submarino não tripulado, comandando à distância a partir do navio de investigação ‘Gago Coutinho’, que iniciou na sexta feira uma missão científica de 10 dias aos bancos submarinos localizados no mar dos Açores.

Esta campanha, financiada por fundos comunitários e pelo governo açoriano, tem como objetivo o estudo dos corais frios existentes nos bancos submarinos e a sua relação com as pescas.

Nos dois primeiros dias desta missão, o ‘Luso’ está a ser utilizado para recolher imagens e organismos no banco submarino ‘Condor’, situado a cerca de 22 milhas a sul da Horta, numa zona de grande concentração de peixe e plantas.

O diretor do DOP, Ricardo Serrão Santos, adiantou, no entanto, que este veículo submarino será utilizado no domingo para tentar recuperar o equipamento lançado ao mar pelos investigadores da Universidade dos Açores que está perdido há cerca de um ano no fundo do mar.

“Nós temos vários equipamentos aqui instalados para monitorizar o banco (submarino), desde hidrofones a sensores acústicos e equipamentos de oceanografia”, afirmou o responsável pela missão em curso.

O equipamento que está perdido, segundo Ricardo Serrão Santos, é um aparelho que “mede a circulação do mar” na área do banco submarino.

“O equipamento estava aqui instalado mas, quando o tentámos recuperar, não chegou à superfície”, acrescentou, estimando que se encontre a cerca de “200 metros de profundidade”.

O banco submarino ‘Condor’ está encerrado à pesca por um período de dois anos para permitir que os investigadores do DOP possam estudar em profundidade o desenvolvimento dos organismos marinhos no local e a capacidade de regeneração das espécies que ali são capturadas.

A decisão de encerrar o banco submarino para permitir a investigação foi apoiada pela comunidade piscatória que ali exercia a sua actividade, que entendeu a importância desta medida para a preservação dos recursos marinhos.

Para o secretário regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, não deve, no entanto, ser necessário encerrar outras zonas de pescas no arquipélago.

Questionado pelos jornalistas sobre essa possibilidade, Álamo Meneses considerou que uma decisão sobre o alargamento desta medida de proteção dos recursos piscatórios a outros montes submarinos da região não será tomada antes de serem conhecidos os resultados finais da missão científica que está em curso.


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