Graça Didier falava no debate “A diversidade nas empresas: Woman at work”, que decorreu hoje de manhã em Lisboa, organizado pela AmCham Portugal e pela European Professional Women's Network (EPWN).
Segundo a secretária-geral da AmCham Portugal, “o que está em causa é a competitividade empresarial”.
“Uma melhor diversificação de mulheres e homens nas funções desempenhadas e um maior equilíbrio na tomada de decisão podem originar vantagens competitivas, melhorar a produtividade e a criatividade dos colaboradores, atraindo mais clientes”, disse Graça Didier.
Para a responsável, o facto de as empresas exercerem a sua atividade “num mundo multicultural, heterogéneo e imprevisível”, leva a que “seja imprescindível o recurso à criatividade e à perspicácia”.
“A igualdade de género corretamente gerida pode promover uma tensão criativa e uma cultura aberta, com maior reação aos novos desafios, ou seja, será mais fácil de alcançar se os conhecimentos dos trabalhadores forem diversificados”, acrescentou.
Graça Didier defendeu ainda que “países e empresas necessitam urgentemente de novas políticas de inclusão, uma vez que a crença de que a melhor forma de integrar as mulheres é tratar todas as pessoas da mesma maneira começa a ser questionada”.
“As empresas reconhecem que a falta de compreensão da diversidade é um risco com custos demasiado elevados e que a valorização das diferenças equivale a reconhecer que homens e mulheres têm diferentes papéis sociais e trabalham em diferentes áreas e posições sociais, e, por conseguinte, possuem diferentes experiências, valores e perspetivas que podem beneficiar a empresa”, sustentou a secretária-geral da AmCham Portugal.
Segundo um relatório do Centro Internacional de Formação da Organização Internacional do Trabalho, em parceria com a Associação Europeia de Câmaras de Comércio e Indústria na Europa, as mulheres representam somente dez por cento dos membros dos conselhos de administração das maiores empresas registadas na bolsa de valores, um número que baixa para três por cento no que se refere a mulheres que ocupam posições ao nível mais elevado de tomada de decisões nestas empresas.
