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Instrução do ataque à Academia de Alcochete arranca hoje em Lisboa

Instrução do ataque à Academia de Alcochete arranca hoje em Lisboa

 

Lusa/AO Online   Futebol   13 de Mai de 2019, 07:54

A fase de instrução do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete, em 15 de maio de 2018, arranca esta segunda-feira no Campus da Justiça, em Lisboa, com o interrogatório a quatro dos 44 arguidos no processo.

O processo pertence ao Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro, mas, por razões de logística e de instalações, a fase instrutória vai decorrer na nova sala do edifício A do Campus da Justiça, no Parque das Nações, em Lisboa.

A instrução, fase facultativa em que o juiz de instrução criminal Carlos Delca vai decidir se o processo segue e em que moldes para julgamento, foi requerida por mais de uma dezena de arguidos, entre os quais o ex-presidente do Sporting Bruno de Carvalho e o antigo oficial de ligação aos adeptos do clube Bruno Jacinto.

Para hoje, estão marcados os interrogatórios de quatro arguidos, Hugo Ribeiro (10h00 hora de Lisboa, menos uma nos Açores), Celso Cordeiro (11h00), Sérgio Santos (14h00) e Elton Camará (15h00) e mais uma testemunha.

Às 10h00 de terça-feira, será interrogado o arguido Eduardo Nicodemus e, às 14h00, vai ser ouvido Bruno de Carvalho.

Os primeiros 23 detidos pela invasão à academia e consequentes agressões a técnicos, futebolistas e outros elementos da equipa 'leonina', ocorrida em 15 de maio do ano passado, ficaram todos sujeitos à medida de coação de prisão preventiva em 21 de maio.

Em 15 de novembro do ano passado, exatamente seis meses após o ataque à academia, a procuradora Cândida Vilar (que será a procuradora do Ministério Público (MP) na fase de instrução), deduziu acusação contra 44 arguidos, incluindo Bruno de Carvalho e 'Mustafá', líder da claque Juventude Leonina.

Dos 44 arguidos do processo, 37 mantêm-se sujeitos à medida de coação mais gravosa: a prisão preventiva. Seis arguidos estão em liberdade, incluindo Bruno de Carvalho e o líder da claque ‘Juve Leo’, que estão ambos obrigados a apresentações diárias às autoridades.

O arguido Celso Cordeiro vai passar entretanto de prisão preventiva para prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

O antigo oficial de ligação aos adeptos do clube Bruno Jacinto está entre os arguidos presos preventivamente, sendo acusado da autoria moral do ataque, tal como Bruno de Carvalho e 'Mustafá'.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque, o MP imputa-lhes a coautoria de crimes de terrorismo, 40 crimes de ameaça agravada, 38 crimes de sequestro, dois crimes de dano com violência, um crime de detenção de arma proibida agravado e um de introdução em lugar vedado ao público.

Bruno de Carvalho, 'Mustafá' e Bruno Jacinto estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, 19 de ofensa à integridade física qualificada, 38 de sequestro, um de detenção de arma proibida e crimes que são classificados como terrorismo, não quantificados. O líder da claque Juventude Leonina está também acusado de um crime de tráfico de droga.



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