Homossexuais casados recorrem à inseminação artificial e a amigos para ter filhos


 

Lusa/AO online   Nacional   26 de Jul de 2012, 12:53

Um estudo sobre "Novas famílias e novas formas de parentalidade" indica que a inseminação artificial em Espanha, a adoção individual e os "arranjos informais" entre amigos são estratégias dos casais homossexuais portugueses e casados, para ter filhos.

Numa amostra de 20 casais do mesmo sexo e casados pelo civil, encontrou-se uma “multiplicidade de estratégias” para conseguirem ter filhos, disse à Lusa a coordenadora do estudo, Sofia Aboim, numa entrevista telefónica.

As entrevistas realizadas a casais homossexuais, que celebraram casamento, indicam que as estratégias mais recorrentes são a inseminação artificial em Espanha, em clínicas privadas, mas também a adoção individual, por parte de um dos membros do casal, e os “arranjos informais” entre amigos, explicou a investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

Algumas das mulheres que foram entrevistadas neste estudo, já fizeram inseminações artificiais em Espanha ou projetam ter um filho recorrendo à inseminação artificial em Espanha, porque no país vizinho é permitida a inseminação em mulheres solteiras ou casadas com outras mulheres, facto que é proibido em Portugal.

Na vizinha Espanha foi aprovada uma lei do casamento com pessoas do mesmo sexo, com acesso à adoção e à procriação medicamente assistida.

Em Portugal é permitido o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo desde setembro de 2010, altura em que foi publicada a lei em Diário da República.

Esta lei não implica, no entanto, a “admissibilidade legal da adoção, em qualquer das modalidades, por pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo”.

“É difícil calcular o número de casais do mesmo sexo que se encontram na situação”, admitiu a socióloga, referindo, todavia, que “esta população” estabelece este tipo de estratégias variadas e tenta contornar os “obstáculos” legais, porque tem “uma grande ânsia de formar uma família” e ter “direito a ter filhos”.


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