Homem acusado de rapto da criança de Lousada começa a ser julgado

Homem acusado de rapto da criança de Lousada começa a ser julgado

 

Lusa/AO Online   Nacional   17 de Nov de 2011, 06:16

Afonso Dias, acusado do rapto de Rui Pedro, a criança que desapareceu no dia 04 de março de 1998, começa hoje a ser julgado no tribunal de Lousada.

Não se sabe se o único arguido deste processo vai falar em audiência, mas Ricardo Sá Fernandes, advogado da família de Rui Pedro, já disse que o depoimento de Afonso Dias pode ser determinante para apurar o que aconteceu à criança naquele dia.

A família de Rui Pedro arrolou cerca de 70 testemunhas e a defesa, que tem reclamado a inocência do seu constituinte, cerca de uma dezena, prevendo-se, por isso, que o julgamento se prologue por várias semanas.

O tribunal já agendou cerca de uma dezena de sessões, a última das quais no dia 14 de dezembro.

No entanto, Ricardo Sá Fernandes, que representa a família de Rui Pedro, disse à Lusa esperar que sejam necessárias entre 12 a 15 sessões para concluir o julgamento.

Para as primeiras sessões, os advogados de ambas as partes aguardam com expetativa o que dirão algumas testemunhas, nomeadamente os inspetores que participaram nas investigações, cujos esclarecimentos poderão ser determinantes para a produção da prova em audiência.

A decisão instrutória do processo determinou, no dia 06 de junho, que Afonso Dias, de 35 anos, devia ser submetido a julgamento por haver "indícios e sinais objetivos" da prática de um crime de rapto qualificado.

No despacho de pronúncia, de 06 de junho, o magistrado Jorge Moreira Santos considerou que as provas que constam da acusação indiciam que o arguido "criou, de forma enganosa", condições para conduzir Rui Pedro, então com 11 anos, à freguesia de Lustosa para se encontrar com uma prostituta.

O juiz baseou-se nas declarações de algumas crianças que disseram ter visto Rui Pedro a falar, nas proximidades da Escola Secundária de Lousada, com o arguido no dia do desaparecimento.

Na acusação do caso Rui Pedro sustenta-se a "forte probabilidade" de Afonso Dias, então com 21 anos, ter conduzido o menor para um encontro sexual com prostitutas.

Depois disso, Rui Pedro nunca mais foi visto, apesar de diligências que se estenderam pelo estrangeiro e contaram com a colaboração da Interpol.


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