Haiti: protecção civil diz que a devastação é total


 

Lusa/AO On line   Internacional   26 de Jan de 2010, 05:40

O sismo do passado dia 12 no Haiti foi de tal violência que só nos resta a esperança de aprender com os erros do passado e reconstruir rapidamnete o país, defendeu o médico José Cunha da Cruz, dirigente da autoridade nacional de Protecção Civil de Portugal.

“Foi tão violento que só pode ter (como resultado) uma situação de esperança. Olhar para as feridas que ficam tem razão de ser, para que se aprenda a não cometer alguns erros que porventura agora sejam evidentes. Fundamentalmente, (importa) reconstruir rapidamente um país, permitir que as pessoas atinjam a normalidade e a funcionalidade da vida igual àquela que tinham ou melhor se possível” explicou.

José Cunha da Cruz falava na segunda-feira à Agência Lusa, em Caracas, pouco antes entrar no avião Hércules C-130 da Força Aérea Portuguesa que partiu do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía rumo ao Haiti, com quase 12 toneladas de ajuda humanitária, incluindo medicamentos, alimentos, água e duas máquinas para purificar a água.

“São estes os objectivos da ajuda humanitária e da medicina de catástrofe em que cada caso é um caso. Depois das coisas acontecerem são sempre difíceis, mas são resolúveis. Portanto é apenas uma questão de tempo e neste caso particular do Haiti, de muito apoio que tem, seguramente, de vir do exterior, e a gestão dessa ajuda pelas entidades locais”, frisou.

Por outro lado, referiu a importante ajuda da Embaixada de Portugal em Caracas, que conseguiu resolver os problemas e tornou possível que, depois de quase uma semana, a ajuda chegasse ao Haiti.


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