Açoriano Oriental
Há ainda muito a fazer para a boa gestão da água nos Açores

Representante jovem de Portugal na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas falava em encontro sobre desenvolvimento sustentável

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Foto: Direitos Reservados
Autor: Paulo Faustino

A representante jovem de Portugal na 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas considera que há ainda muito a fazer para a boa gestão da água nos Açores.

Para Rita Amaral, engenheira civil micaelense, que falava na Conferência ‘Açores Primeiro - Todos Contam’ sobre desenvolvimento sustentável, que decorreu em Ponta Delgada, “a boa gestão da água é fundamental para se atingir esse desenvolvimento pelo impacto que representa na saúde pública, no ambiente e na economia”. Todavia, como também fez notar, neste domínio há muito a fazer, quer na conservação das redes quer nos próprios modelos tarifários. Não obstante a observação, a oradora, que interveio a propósito do “desenvolvimento sustentável dos Açores, centrado na importância da água”, admitiu - citada numa nota de imprensa - que os Açores são “reconhecidos como um exemplo de desenvolvimento sustentável, e devem continuar a sê-lo”.

Na sua intervenção de abertura, a comissária do movimento para o tema do desenvolvimento sustentável, a bióloga faialense Carla Gomes, que dirigiu a sessão, salientou - baseando-se no Relatório Comum de 1987 da ONU - que o conceito de ‘Desenvolvimento Sustentável’ implica a utilização dos recursos, “de maneira a que as gerações presentes estejam satisfeitas mas que gerações futuras também o possam fazer”. E exemplificou com os povos indígenas, que já praticavam o desenvolvimento sustentável quando, ao colherem uma planta, garantiam que existia uma outra.

Na sua opinião, o pensamento crítico já não é por si só suficiente para responder aos desafios, é preciso “ter o pensamento criativo, cuidadoso, aquele que promove empatia, que nos coloca no lugar um do outro, se calhar assim conseguimos ter um desenvolvimento mais sustentável”.

Já Rui Gomes Pedro, professor associado da Universidade Sorbonne, de Paris, alertou - de acordo com a mesma fonte - que o “desenvolvimento sustentável não é ecologia, não é societal, mas sim um trabalho em comum”, visto que “um ator de desenvolvimento sustentável é um ator economicamente responsável”.

Na altura, foram apresentados os comissários de ilha de São Miguel, João Teixeira, professor na Universidade dos Açores, e o comissário executivo de ilha, André Ávila, licenciado em Serviço Social, responsáveis pela promoção do debate acerca da especialização eficiente da ilha de São Miguel.

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