Grupo Intermarché mantém faturação em 1,5 mil ME este ano em Portugal

Grupo Intermarché mantém faturação em 1,5 mil ME este ano em Portugal

 

Lusa/AO Online   Economia   26 de Dez de 2011, 07:51

 O Intermarché, que integra o grupo Os Mosqueteiros, prevê faturar na área alimentar 1,5 mil milhões de euros no mercado português este ano, o mesmo valor do ano passado, disse à Lusa a presidente do conselho de administração.

"Vamos fazer o mesmo volume de vendas que no ano passado, 1,5 mil milhões de euros só na área alimentar, excluindo os combustíveis", disse à Lusa Anne Saintemarie, presidente do conselho de administração do Intermarché.

Os combustíveis correspondem entre "400 a 500 milhões de euros a mais", o que no total resulta em cerca de dois mil milhões de euros, adiantou a responsável.

Em Portugal, o Intermarché, que está a comemorar 20 anos no mercado e ocupa o terceiro lugar no setor da distribuição, tem uma rede de supermercados - o Intermarché Contact e o Intermarché Super.

Atualmente tem uma rede de 230 lojas e 180 aderentes.

Sobre a crise económica, Anne Saintmarie adiantou que esta já se faz sentir no consumo.

"Sentimos uma descida do cesto médio. O consumidor gasta menos de uma maneira diferente, gasta mais marca própria", afirmou a presidente do conselho de administração, destacando que apesar disso, o grupo tem registado que "o número de clientes a passar em caixas aumentou entre 2 a 3 por cento" este ano.

Em 2011 "já sentimos o pessimismo, mas continuamos a trablhar a marca própria, temos uma maior oferta da gama e apresentamos ao consumidor uma nova maneira de gastar menos e melhor", disse.

Para 2012, a aposta vai assentar "nos frescos", mantendo a tendência estratégica atual, "e os preços vão ser mais refocalizados", disse.

"Estamos a trabalhar para o consumidor relativamente aos preços. Não há nada de excecional a fazer de diferente hoje em dia do que aquilo que já fazemos há 20 anos", disse Anne Saintmarie.

"Há sempre que trabalhar melhor", salientou, adiantando que a "focalização do serviço, das marcas próprias, do preço e dos frescos são as bases" da dinâmica do grupo.

Gilles Rousseau, um dos administradores do Intermarché, acrescentou que a empresa "está bem adaptada ao que se passa em Portugal em termos de 'discount', de poupança, desde sempre".

Além disso, "temos uma rede de independentes [os aderentes à rede] que investem em função das necessidades de uma família, temos uma base sólida para ultrapassar esta fase [de crise económica]", salientou Gilles Rousseau.

"O desafio para o próximo ano é continuar a ser o que somos. O preço é muito importante para o ano, temo de fazer o máximo para trabalhar mais com os fornecedores, continuar a ser o mais barato do mercado e o melhor possível. Esse vai ser o [ponto] forte do combate na distribuição", destacou Anne Saintmarie.

Por outro lado, em 2012 o grupo irá terminar a renovação das lojas todas - plano que se iniciou há dois anos e cujo investimento rondou os 20 milhões de euros.

No plano de expansão do grupo está prevista a abertura de cerca de 10 unidades por ano, "tendência que se mantém" para 2012, sendo que a aposta agora passa mais por lojas em pequenos centros e vilas, neste caso a rede Intermarché Contact.

Atualmente, o grupo emprega 11 mil trabalhadores em Portugal e o eventual reforço das contratações "depende de loja para loja", adiantou o administrador.

"Em média, cada loja pode contratar cerca de 30. Se o plano de abertura de sete a 10 lojas for mantido, são 300 pessoas que vão ter trabalho direto" no próximo ano, acrescentou Gilles Rousseau.

"Somos uma cadeia que está a criar emprego", concluiu o administrador.

Na área dos combustíveis, no setor da distribuição o grupo Intermarché é líder.

O plano é de abertura de cerca de uma dezena por ano e atualmente contam com 120 bombas.


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