Grupo CaixaBank aumenta lucros para 1.684 ME e BPI contribui com 176ME

Grupo CaixaBank aumenta lucros para 1.684 ME e BPI contribui com 176ME

 

Lusa/AO online   Economia   2 de Fev de 2018, 09:26

O grupo bancário espanhol CaixaBank, dono do BPI, teve lucros recorde de 1.684 milhões de euros em 2017, mais 60% do que em 2016, divulgou esta sexta-feira ao mercado.

Na operação em Espanha, o CaixaBank teve lucros de 1.508 milhões de euros, mais 44,1% do que no ano anterior.

Já o BPI contribuiu para os resultados com 176 milhões de euros.

"A evolução do ano vem marcada pela consolidação por integração global dos resultados do BPI desde fevereiro, com uma contribuição para os resultados do grupo de 176 milhões de euros, e pela intensa atividade comercial da entidade", lê-se na informação ao mercado.

O CaixaBank afirma que os lucros de 1.684 milhões de euros são os maiores da sua história.

Na apresentação de resultados do CaixaBank, hoje em Valência, cidade de Espanha, o presidente do grupo bancário, Jordi Gual, disse esperar que “o BPI continue com boas tendências de resultados, aproveitando as sinergias do grupo CaixaBank”.

O BPI passou a ser controlado pelo grupo espanhol CaixaBank no início de 2017, após uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) em que ficou com uma participação de cerca de 85%.

Na sequência dessa mudança, o espanhol Pablo Forero substituiu Fernando Ulrich como presidente do banco.

Na quarta-feira, o BPI divulgou lucros de 10,2 milhões de euros em 2017, abaixo dos 313,2 milhões de euros registados em 2016, devido sobretudo aos impactos contabilísticos negativos da redução da operação no Banco de Fomento de Angola (BFA).

Contudo, hoje foi conhecido que a sua contribuição para o grupo CaixaBank foi bem maior, de 176 milhões de euros.

Segundo explicou fonte do CaixaBank, a diferença tem que ver com o perímetro de consolidação do BPI no CaixaBank que só inclui 11 meses de 2017.

Apenas desde fevereiro de 2017, após a OPA, o CaixaBank tem 85% do BPI.

Em janeiro de 2017, quando aconteceu a venda de 2% do BFA à operadora Unitel (passando o BPI a ter 48,1% do BFA), o CaixaBank tinha 45,5% do BPI, pelo que o impacto no grupo espanhol de redução da operação angolana pelo BPI foi menor.

Em 2017, o BPI levou a cabo um programa de reestruturação, que inclui cortes de custos e implicou a saída de quase 600 trabalhadores (por rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas).



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