Greve na Rede de Apoio ao Cidadão dos Açores nos 80% com várias lojas encerradas

Greve na Rede de Apoio ao Cidadão dos Açores nos 80% com várias lojas encerradas

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Ago de 2019, 13:44

A adesão à greve dos trabalhadores da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) dos Açores "situa-se nos 80%", com "muitas lojas encerradas", segundo dados do sindicato, adiantando o executivo que a paralisação abrange 28% dos trabalhadores.

Os trabalhadores da RIAC estão hoje de novo em greve, a quarta paralisação desde 2018, pelo "direito à valorização e dignificação profissional das suas cada vez maiores, mais complexas e exigentes funções”.

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP/Açores) aponta que a estes funcionários é pedido "muito de tudo em troca de bem pouco", já que "a especificidade, abrangência, complexidade e responsabilidade das funções exigidas fazem com que estes trabalhadores exorbitem em muito aquilo que constitui o conteúdo profissional da carreira de assistente técnico".

O coordenador do SINTAP de Ponta Delgada, Orlando Esteves, disse à agência Lusa que “o objetivo da paralisação é forçar o Governo Regional a sentar-se à mesa das negociações para criar uma carreira especial para estes trabalhadores afetos à vice-presidência do Governo Regional”.

Segundo Orlando Esteves, membro da comissão executiva do SINTAP, a greve está a registar uma adesão de 80%, acrescentando que há lojas encerradas em várias ilhas dos Açores, sendo que "apenas no Corvo e em São Jorge até agora os funcionários não aderiram a greve".

O dirigente sindical referiu também que "há lojas abertas, porque o serviço está a ser assegurado por funcionários afetos a programas ocupacionais".

Na ilha do Faial, realçou, “nas quatro greves anteriores a adesão foi fraca, mas hoje há três lojas encerradas e duas abertas, asseguradas com pessoal de programas”.

A RIAC abriu o primeiro espaço em 2004 e conta, atualmente, com 54 lojas nas nove ilhas dos Açores, que permitem fazer documentos de identificação pessoal ou do carro e aceder a serviços da Segurança Social, de saúde ou relacionados com o pagamento de contas de serviços públicos, entre outros.

A rede integra cerca de 100 colaboradores.

"Eles trabalham para cerca de 60 entidades, a Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA), a Autoridade Tributária, a Segurança Social e isso ultrapassa os 800 tipos de serviço", apontou Orlando Esteves.

Contactada pela Lusa, fonte da RIAC adiantou que a greve está "a registar 28 por cento de adesão" e "cerca de uma dúzia de lojas estão fechadas".

A mesma fonte lembrou que "já foram realizadas diversas reuniões com o Sindicato e com os trabalhadores na presença do vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, onde já foram esclarecidas todas as questões".

“Foi clarificado na altura que a revindicação de criação de uma carreira especial para os trabalhadores da RIAC não era possível de atender por parte do Governo [Regional], uma vez que não estão reunidos os requisitos legais para o efeito”, explicou a mesma fonte, sublinhando que criar essa carreira para esses trabalhadores "é uma injustiça para todos os outros" funcionários "da administração publica regional que desempenham funções similares de assistentes técnicos e que têm igualmente funções complexas e diversificadas".

Os trabalhadores da RIAC "quando concorreram para o cargo que desempenham já conheciam as condições e as funções que viriam a desempenhar", reforçou ainda.


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