Greve dos guardas prisionais com adesão a rondar os 100%

21 de mai. de 2013, 11:12 — Lusa/AO Online

Os guardas prisionais iniciaram hoje um novo período de greve de 12 dias devido ao impasse nas negociações com o Governo sobre o estatuto profissional, protesto que vai afetar, sobretudo, as visitas dos reclusos e o transporte para os tribunais. “Apesar de ainda estarmos a recolher dados por todo o país, posso dizer que a adesão à greve ronda os 100%”, adiantou Jorge Alves, declarando que "estão só funcionar os serviços mínimos". De acordo com o sindicalista, a greve vai afetar bastante as visitas aos presos. “Os reclusos não vão ter, infelizmente, visitas nos próximos 12 dias, por força de redução do efetivo. Não há também saídas para o exterior, a não ser que sejam saídas declaradas como urgência pelo médico e terão de ser transportados de ambulância e, quanto às idas ao tribunal, são efetuadas todas as diligências quando estiver em causa a liberdade do preso”, explicou. O presidente do Sindicato que convocou a greve disse também à Lusa que os guardas prisionais estão concentrados desde as 09:00 de hoje junto aos estabelecimentos prisionais do Porto, Coimbra, Lisboa e Faro. Jorge Alves adiantou ainda que, até ao momento, o sindicato ainda não foi contactado pelo Ministério da Justiça. A paralisação de 12 dias ocorre depois de dois períodos anteriores de greve, que registaram adesões acima dos 90 por cento, e de uma vigília, na semana passada, em frente ao Ministério da Justiça. Em causa estão as negociações com o Governo sobre o estatuto profissional dos guardas prisionais, cuja conclusão tem vindo a ser adiada. Segundo o sindicato, o estatuto profissional já devia estar concluído em março, mas o Ministério das Finanças quer agora iniciar um novo processo de negociações e ignorar as conversações mantidas com o Ministério da Justiça (tutela) há mais de um ano.