Noé Rodrigues, que falava na abertura das VI Jornadas Florestais Insulares, que reúnem especialistas dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde, afirmou que este plano fará a "articulação da política florestal" com outros instrumentos de política territorial, como o plano de ordenamento do território e os planos de gestão florestal.
Para o secretário regional, "a gestão sustentável da floresta" tem de contar com a valorização de produtos de origem controlada como resposta aos mercados mais exigentes e "comprometidos com a certificação florestal".
Na sua intervenção, Noé Rodrigues defendeu uma aposta no "melhoramento florestal" dos Açores, não apenas como forma de gestão de repovoamentos florestais, mas também como meio para cativar investimento externo, destacando o papel dos Serviços Florestais do arquipélago no "trabalho pioneiro" de produção em viveiro de "plantas endémicas de qualidade".
Noé Rodrigues recordou que a floresta açoriana tem não apenas importância "produtiva e económica", frisando que é também fundamental em matéria de "preservação dos recursos naturais e ambientais" e em termos recreativos e lúdicos.
As VI Jornadas Florestais Insulares, que decorrem até sexta-feira nas ilhas do Faial, Pico e S. Jorge, têm como tema central 'Florestas das ilhas, um mundo de desafios e oportunidades' e reúnem especialistas e governantes das ilhas da Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde).
