Governo quer simplificar candidaturas a fundos comunitários para a Ciência

Governo quer simplificar candidaturas a fundos comunitários para a Ciência

 

Lusa/Ao online   Ciência   16 de Mar de 2019, 11:32

O ministro do Planeamento, Nelson de Souza, anunciou esta sexta feira a criação de um grupo de trabalho para estudar formas de simplificar os processos de candidatura das instituições de Investigação & Desenvolvimento (I&D) aos fundos comunitários.

“Nós não queremos mais papéis, mas queremos mais resultados que possam ser traduzidos em coisas concretas para a economia e para a sociedade”, disse Nelson de Souza, durante a sessão de encerramento da Convenção do Ensino Superior, que decorreu hoje na Universidade de Aveiro.

Nesse sentido, o governante anunciou a criação imediata de um grupo de trabalho para, num prazo que não deve ultrapassar os quatro meses, encontrar soluções para simplificar os processos de candidatura aos fundos comunitários.

“O objetivo é propor novos formulários de candidatura, que reduzam de uma forma significativa a quantidade de informação prestada, e alterações ao processo de análise e acompanhamento de candidaturas, incluindo a racionalização da intervenção de peritos, segmentando essa exigência de acordo com a natureza, a complexidade e a dimensão dos projetos”, explicou.

Este grupo, que terá um “forte empenhamento político” de si próprio e dos ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Adjunto e da Economia, será criado em conjunto com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e com o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, segundo Nelson de Sousa.

O governante referiu ainda que a procura de soluções terá de ser protagonizada por “agentes distanciados dos processos”, assegurando que o grupo de trabalho será dotado com recursos financeiros para a contratação de consultadoria independente.

Na sua primeira intervenção pública enquanto titular da pasta do Planeamento, Nelson de Souza valorizou ainda o contributo e a dimensão económica do setor do ensino superior.

“Nós precisamos do setor do ensino superior para utilizar como instrumento de desenvolvimento económico, não só da internacionalização, mas também como elemento de combate à desertificação e ao desequilíbrio regional”, observou.

O governante referiu-se ainda à atividade da investigação em Portugal nos últimos quatro anos, afirmando que o setor institucional e as empresas conseguiram captar financiamentos públicos na ordem dos 2,1 mil milhões de euros, o que representa um crescimento “muito significativo” comparativamente com o anterior Quadro Comunitário de Apoio.

O segundo encontro da Convenção do Ensino Superior, promovido pelo CRUP, foi dedicado ao tema "Investigação, Inovação e Ensino: os desafios para 2030".



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