China

Governo proíbe milhares de anúncios demasiado sugestivos


 

Lusa/ AO   Internacional   11 de Out de 2007, 07:53

O Governo chinês retirou da televisão e da rádio cerca de dois mil anúncios comerciais considerados sexualmente sugestivos, numa iniciativa que visa definir os padrões de comportamento adequados em sociedade, refere hoje a imprensa oficial chinesa.
Nas duas últimas semanas a Administração Geral de Rádio, Cinema e Televisão do Estado (AGRCTE), retirou do ar milhares de anúncios que o governo considera "vulgares", tais como métodos para fazer crescer o pénis e anúncios de roupa interior feminina ou mesmo sobre remédios e formas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, refere a agência noticiosa oficial chinesa.

    A campanha "não ao sexo" nasceu após a proibição no início de Setembro de programas com conteúdo sexual produzidos por duas estações de rádio na província de Sichuan, sudoeste da China, refere a agência Nova China, que cita um comunicado da AGRCTE.

    "A AGRCTE sempre pediu a todos os meios de comunicação que mantivessem seu sentido de responsabilidade, mas alguns deles renderam-se aos lucros e às audiências, causando um péssimo impacto na sociedade", disse a AGRCTE em comunicado.

    A leva de censura arrastou também os anúncios e programas de rádio e televisão sobre remédios e produtos para melhorar o desempenho sexual ou brinquedos sexuais.

    O Governo chinês exercer um controlo apertado sobre as rádios e televisões do país, tal como sobre todos os outros meios de comunicação social, com a censura a ganhar mais força antes do congresso quinquenal do Partido Comunista Chinês (PCC), que arranca a dia 15.

    O objectivo de Pequim é dar a melhor imagem possível da China e evitar controvérsias durante o congresso, a maior reunião política da China, que só se realiza de cinco em cinco anos.

    Os noticiários e programas nas cadeias televisivas nacionais vêm desde há dias a difundir conteúdos que louvam o trabalho do PCC, que governa a China em regime de partido único.

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