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Governo prevê crescimento de 2,2%, desemprego nos 6% e dívida de 117%

Governo prevê crescimento de 2,2%, desemprego nos 6% e dívida de 117%

 

Lusa/AO Online   Economia   9 de Out de 2018, 09:59

O deputado do PAN André Silva afirmou esta terça-feira que o ministro das Finanças lhe comunicou que prevê um crescimento de 2,2%, um desemprego de 6% e uma redução da dívida para 117% do PIB em 2019.

André Silva adiantou aos jornalistas estas projeções sobre a evolução da economia portuguesa no final de uma reunião com o titular da pasta das Finanças, Mário Centeno, na Assembleia da República, sobre as linhas gerais da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2019.

Segundo o deputado do PAN, Mário Centeno disse-lhe que "prevê no próximo ano um crescimento na ordem dos 2,2%, uma taxa de desemprego a fixar-se na ordem dos 6% e uma redução da dívida para 117% do PIB (Produto Interno Bruto).

Já sobre o valor do défice para o próximo ano, André Silva referiu o intervalo de zero a 0,2%, numa proposta em que considerou ser "boa" para largos grupos sociais e típica de final de legislatura.

Ainda no que respeita aos resultados desta reunião, na qual também esteve presente o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, o deputado do PAN também adiantou que o ministro das Finanças avançou a estimativa de que "85% das pensões serão aumentadas acima da inflação" no próximo ano.

"Estamos perante uma proposta de Orçamento que agrada à função pública, que continua a ver repostos rendimentos e com aumentos de salários, agrada também aos pensionistas e a uma fatia muito grande da população portuguesa na medida em que, residindo nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, terá uma redução significativa dos passes sociais. Mas também agrada a Bruxelas por prever uma redução do défice", declarou.

Interrogado sobre a posição política do PAN perante a proposta do executivo, André Silva afirmou que, apesar das características anteriores que apontara, "continua-se a não dar prioridade às questões do ambiente e da inclusão".

"Não há medidas de fundo para a proteção e conservação da natureza, nem para travar a expansão da área do eucalipto. Não há medidas que visem reduzir o deficiente tratamento de resíduos que temos em Portugal", criticou.

André Silva observou ainda que a proposta do Governo de Orçamento "não está fechada" e que a sua força política "continuará a solicitar a introdução de algumas medidas no âmbito da mobilidade elétrica e inclusão de pessoas na saúde e sistema educativo".

"Mas gostava de salientar que a proposta de Orçamento, pela primeira vez, vai contemplar logo na fase inicial medidas do PAN, nomeadamente o fim da isenção do pagamento de IVA dos artistas tauromáquicos. Há aqui claramente uma aproximação do PS ao PAN", sustentou.

Questionado se o PAN vai votar a favor da proposta do Governo de Orçamento logo na fase de debate na generalidade, André Silva respondeu: "Estamos ainda em negociações, até ao final da semana continuaremos em conversações e a querer introduzir mais medidas".

"Essa questão ainda está em aberto", acrescentou.



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