Função Pública

Governo e sindicatos iniciam hoje negociações

Governo e sindicatos iniciam hoje negociações

 

Lusa/AO Online   Economia   18 de Set de 2012, 08:26

O Governo e os sindicatos da administração pública iniciam hoje o processo de negociação anual, com os representantes dos trabalhadores a reivindicarem aumentos salariais e o Executivo a pedir mais austeridade.

A Federação dos Sindicatos da Administração Pública (FESAP), afeta à UGT, anunciou que seguirá as orientações da UGT e reivindica aumentos entre 2 e 3 por cento para o próximo ano.

A Frente Sindical, que integra o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e é também filiada na UGT, propõe para 2013 “a reposição dos níveis remuneratórios de 2010” na Administração Pública e a subida do subsídio de refeição de 4,27 para cinco euros.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, afeta à CGTP, por sua vez, exige aumentos salariais de 47 euros por trabalhador para o próximo ano e um aumento do subsídio de refeição de 4,27 euros para 6,5 euros.

A Frente Comum quer a reposição da parte dos salários que foi cortada aos funcionários do Estado em 2011 e 2012, assim como dos subsídios de férias e de Natal deste ano.

A Política Reivindicativa da CGTP para 2013 aponta para um aumento salarial de 4,0 por cento para 2013 de forma a compensar o poder de compra perdido nos últimos anos e a inflação de 2012.

Este ano, os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos foram suspensos e os cortes médios de 5 por cento aplicados nos salários da Função Pública e setor empresarial do Estado em 2011 para vencimentos superiores a 1.500 euros foram mantidos.

Para 2013, o Governo decidiu já aumentar a contribuição dos trabalhadores do setor público e do setor privado para a Segurança Social dos 11 para os 18 por cento.

De acordo com o primeiro-ministro Passos Coelho, os pensionistas e reformados vão continuar com os subsídios de férias e de Natal suspensos enquanto os funcionários públicos veem um dos subsídios reposto e diluído nos ordenados dos 12 meses do ano.

De acordo com as contas da Frente Comum, as medidas anunciadas pelo Governo para 2013 significam que os funcionários públicos irão perder perto de três salários, ou seja, uma média de 52,5 euros mensais, para além dos cortes salariais que já sofreram em 2011 e 2012.


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