Governo e câmaras mais atentos à precariedade do que as empresas

Governo e câmaras mais atentos à precariedade do que as empresas

 

Pedro Nunes Lagarto   Regional   4 de Nov de 2009, 07:30

O governo regional e as câmaras municipais têm vindo a regularizar a situação de centenas de trabalhadores com vínculo precário nos Açores.

Todavia, no sector privado, a crise veio agravar o que já não era propriamente famoso. Sindicatos pretendem maior fiscalização.

Os sindicatos têm vindo a pressionar as empresas, autarquias e governo para regularizarem a situação dos trabalhadores precários nos Açores, no entanto, as iniciativas sindicais têm colhido mais frutos junto da administração pública e da administração local do que na privada.

Em 2008, ocorreu uma regularização excepcional que permitiu a entrada de mais de setecentos trabalhadores nos quadros da administração pública regional, sobretudo nos sectores da Educação e da Saúde e, já este ano, em que por sinal ocorreram vários actos eleitorais, entre os quais as Autárquicas, muitas câmaras aproveitaram para regularizar a situação de dezenas de trabalhadores.

Todavia, se governo e autarquias parecem ter a situação dos precários sob maior controlo, na privada a crise veio agravar o panorama laboral.

Graça Silva, da CGTP, e Francisco Pimentel, da UGT, não têm dúvidas de que sob o pretexto da crise os trabalhadores estão a ser prejudicados.

"Muitas empresas estão a utilizar de forma sistemática trabalhadores precários por forma a garantir mão-de-obra provisória e domesticada, tendência que se agravou nos últimos tempos em todo o país. Ora, não se consegue construir algo com trabalhadores precários", refere Francisco Pimentel, a que acrescenta Graça Silva: "com maior percentagem de trabalhadores permanentes e auferindo mais dinheiro - o aumento de 25 euros proposto para 2010 - teremos pessoas que vão poder cumprir melhor as suas obrigações e mais dinheiro a circular na economia real".

 

Leia a notícia completa na edição impressa do Açoriano Oriental de 4 de Novembro de 2009.


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