Governo dos Açores vai ser confrontado na Graciosa com questões de água e resíduos

Governo dos Açores vai ser confrontado na Graciosa com questões de água e resíduos

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Jul de 2018, 17:11

O tratamento e distribuição da água na Graciosa, a par dos resíduos sólidos, são duas questões com que o Governo dos Açores vai ser confrontado na sua deslocação oficial à ilha, de terça a quinta-feira.

Vítor Fonseca, presidente do Conselho de Ilha da Graciosa, declarou à agência Lusa que “está a tornar-se urgente a resolução do tratamento e distribuição da água”, preconizando a sua revisão, face à falta deste elemento essencial, que “já se começa a sentir”, por forma a “evitar ruturas no futuro”.

O Conselho de Ilha, um órgão que reúne as forças vivas de cada ilha, bem como representantes políticos, quer que o executivo açoriano encontre também uma solução para o Centro de Processamento de Resíduos da Graciosa, que “está cheio”.

O centro da ilha Graciosa, inaugurado pelo ex-presidente do Governo dos Açores Carlos César, é o segundo de sete centros que integram o sistema regional de processamento de resíduos, resultando de um investimento de cerca de cinco milhões de euros.

Vítor Fonseca - que referiu que o Conselho de Ilha “não possui uma solução técnica” para esta questão - defende que “quem trata destes assuntos é a tutela", que deve "ver o que falhou e encontrar uma solução para evitar mais constrangimentos para além dos que já têm sido provocados”.

Além das novas questões, no âmbito da reunião do Conselho de Ilha com o Governo dos Açores, pretende-se recuperar temas do memorando de 2017, tendo um dos dossiers abordados sido o reforço das consultas da especialidade, a par da consolidação de falésias e instalação de videovigilância no porto de pescas da Praia.

O reforço dos apoios à habitação degradada e a prossecução dos programas de emprego foram outras das medidas defendidas pelo Conselho de Ilha da Graciosa em 2017.

A ilha Graciosa tem vindo, à semelhança das parcelas mais pequenas do arquipélago, a perder população, possuindo, segundo a Pordata, 4.320 habitantes.

É conhecida pelas suas queixadas, o primeiro produto regional a receber o Selo da Marca "Açores", que são fabricadas numa unidade fabril artesanal, com 27 anos, por dez funcionárias, chegando o produto, para além dos mercados regional e nacional, à diáspora dos Estados Unidos.

Segundo os responsáveis pela fábrica, a sua procura tem vindo a aumentar e, no verão, a produção diária chega a ultrapassar as três mil unidades, contra cerca de duas mil na época baixa.

Na Graciosa existe a segunda maior colónia de garajau-rosado da Europa, situada no ilhéu da Praia.

Os investigadores estimam que cerca de 50% dos garajaus-rosados em toda a Europa nidifiquem nos Açores, onde existem cerca de 35 colónias desta espécie protegida, considerada uma das 30 mais raras da Europa.

A "ilha branca" também possui uma raça animal singular, o burro anão, reconhecido como raça em 2015 na sequência de estudos biométricos e genéticos do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores.




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