Governo dos Açores diz que verbas europeias para cooperação territorial não podem diminuir

Governo dos Açores diz que verbas europeias para cooperação territorial não podem diminuir

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Mai de 2019, 10:19

O titular da pasta das Relações Externas do Governo dos Açores defendeu que as verbas da União Europeia (UE) relativas à cooperação territorial para 2021-2027 não podem ser reduzidas.

Rui Bettencourt, que intervinha na Praia, em Cabo Verde, na sessão de abertura de um ‘workshop’ no âmbito do projeto “Hexagone”, do Programa de Cooperação Territorial INTERREG MAC 2014–2020, afirmou que “não podem ser diminuídas as verbas para a cooperação territorial”, porque esta “tem o mesmo fundamento e o mesmo espírito de cooperação na Europa e de construção na UE".

O secretário regional adjunto da presidência para as Relações Externas, citado numa nota do gabinete de imprensa do executivo açoriano, destacou que na estruturação do novo programa de Cooperação Territorial Europeu, o INTERREG 21-27, é preciso convencer a próxima Comissão Europeia de que a Macaronésia é “um espaço de cooperação fundamental”.

A Macaronésia é composta pelos arquipélagos dos Açores, Madeira, Cabo Verde e Canárias, estimando-se a sua população em 3,5 milhões de pessoas.

O governante considerou que a próxima década “vai ser importante” na área da cooperação territorial europeia, havendo “muito trabalho” a ser desenvolvido em conjunto com as outras regiões da Macaronésia.

Para o secretário regional, a década de 2020 vai ser “muito estruturante” para este programa de cooperação territorial europeu, constituindo uma “viragem em que as coisas vão aprofundar-se”.

“Este momento aqui é importante, estratégico também para podermos desenhar no futuro esta cooperação”, insistiu.

Rui Bettencourt enfatizou a “importância geoestratégica fundamental no mundo” e a “dimensão marítima gigantesca” da Macaronésia, que deve ser tida em conta numa altura em que tanto se fala de economia azul.

Os arquipélagos, sublinhou, “são complementares” no turismo, na economia, na economia do mar, no estudo do Espaço, que “é uma economia que se está a abrir agora e que exige uma cooperação muito importante”, na investigação, na questão académica, na inovação e no comércio internacional.

O responsável disse que a iniciativa “Hexagone”, aprovada no âmbito do programa MAC 2014-2020, é “um projeto que vai à frente, a abrir caminho e iluminar”.

Como exemplo, salientou que, no decorrer do ‘workshop’, vão ser apresentados diversos projetos e vários exemplos de boas práticas daquilo que pode ser feito na área da cooperação.

O "Hexagone" pretende fortalecer a coesão económica e social na União Europeia, aumentando a cooperação entre as regiões europeias e os países não europeus que o integram.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.