Arábia Saudita

Gordon Brown visita centro de reeducação de terroristas


 

Lusa/AOonline   Internacional   3 de Nov de 2008, 11:22

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, visitou segunda-feira um centro de reeducação de "terroristas" na Arábia Saudita e falou com dois homens que passaram seis anos detidos na base norte-americana de Guantánamo, em Cuba.
Gordon Brown visitou o chamado "centro de desradicalização" onde cerca de 1.200 suspeitos de terrorismo são reeducados através de um programa de educação religiosa e psicológica e de actividades desportivas e artísticas com vista à sua reintegração na sociedade.

    O centro, tutelado pelo Ministério do Interior saudita, é uma das medidas principais da estratégia saudita contra o terrorismo que passa por compreender e actuar ao nível dos factores subjacentes ao extremismo. Nas instalações visitadas por Gordon Brown, perto de Riade, trabalham 100 clérigos, 50 assistentes sociais e 30 especialistas de diferentes áreas.

    Quando são considerados reabilitados, o centro ajuda os indivíduos a encontrar um emprego e a reinserirem-se na sociedade.

    Um dos responsáveis da instituição, o médico Abdel Rahman Hadlaq, disse aos jornalistas que esse apoio pós-reabilitação é decisivo para que eles quebrem todos os laços com os sectores radicais. "Se não os apoiarmos, alguém vai apoiá-los", disse.

    O primeiro-ministro britânico teve oportunidade de falar com seis dos internos do centro, dois dos quais estiveram detidos na base norte-americana de Guantánamo por alegadas ligações à rede terrorista Al-Qaida. Nenhum dos seis foi formalmente acusado ou condenado por actos terroristas.

    Juma al-Dossary, 35 anos, há seis meses no centro saudita depois de seis anos em Guantánamo, disse a Gordon Brown estar satisfeito com o programa de reabilitação porque, explicou, "eles convencem-nos com lógica".

    Al-Dossary disse ter-se juntado a extremistas por ter estado "no lugar errado à hora errada", mas acrescentou que ultrapassou essa fase e que agora, casado e prestes a ser pai, está a preparar-se para seguir uma carreira na área da informática.

    As autoridades sauditas afirmam que o programa de desradicalização tem uma taxa de êxito de 80 a 90 por cento e adiantam que, desde o início, apenas 35 homens que passaram pelos centros de reabilitação foram novamente detidos.

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