Gaudêncio proibido de contactar com outros arguidos da Operação “Nortada”

Gaudêncio proibido de contactar com outros arguidos da Operação “Nortada”

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   16 de Jul de 2019, 17:32

O líder do PSD/Açores e presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio está proibido de contactar com os outros arguidos da Operação “Nortada”.

As medidas de coação foram conhecidas esta tarde e dizem ainda que Alexandre Gaudêncio tem de pagar uma caução no valor de 25 mil euros, para acautelar o “rigoroso cumprimento das demais medidas de coação”.


Refira-se que Alexandre Gaudêncio foi ouvido em tribunal esta terça-feira, tendo sido “dado conhecimento ao arguido dos factos sob investigação e das provas que os sustentam e indiciam a prática por ele dos crimes referidos, dando-lhe a oportunidade de sobre aqueles se pronunciar. O arguido prestou breves declarações confirmando o que já tinha declarado perante o Ministério Público”, explica comunicado do Tribunal Judicial da Comarca dos Açores.


A Juíza de Instrução Criminal concluiu, de acordo com o mesmo comunicado, que Alexandre Gaudêncio está indiciado pela prática “seis crimes de prevaricação: três crimes de peculato (sendo um na forma tentada e outro na forma continuada); e três crimes de falsificação de documentos (sendo um na forma continuada)”.


Concluiu também haver “perigo real para a aquisição, conservação e veracidade da prova; perigo de continuação da atividade criminosa; e perigo de perturbação da tranquilidade pública, sendo imprescindível acautelá-los”.


Explica o Tribunal Judicial da Comarca dos Açores que a Constituição não permite seja aplicada a “arguidos eleitos a medida de proibição do exercício de funções. Não obstante, no caso concreto, os referidos perigos ficarão devidamente acautelados através da conjugação das medidas julgadas adequadas”. Ou seja, Alexandre Gaudêncio fica proibido de contactar, por qualquer meio ou por interposta pessoa, com os demais arguidos, nomeadamente, Nuno Costa, sócio-gerente da empresa Greenmark; Paulo Silva, coordenador do Partido Aliança nos Açores; Gui Martins, da Escola Profissional da Ribeira Grande e Cooperativa Ponte Norte; Jacinto Franco, promotor do Festival Monteverde e Miguel Fernandes, gerente da empresa Soundsgood, Lda”; bem como ao pagamento de uma caução no valor de 25 mil euros, para acautelar o rigoroso cumprimento das demais medidas de coação.



Notícia atualizada às 17h22





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