Ajuda externa

Futuro decide-se no equilíbrio entre a austeridade e o crescimento

O ministro da Economia e do Emprego disse que "o futuro decide-se no equilíbrio entre austeridade e crescimento", salientando que os sacrifícios vão servir para garantir a independência económica e pôr as contas do país em ordem.


“Não se trata de escolher se somos partidários da austeridade ou do crescimento, nenhum governo preza impor sacrifícios aos cidadãos ou adiar investimento a não ser para defender causas e valores mais elevados, como a independência do país”, afirmou Santos Pereira num almoço-debate sobre os desafios da economia portuguesa, organizado pelo International Club of Portugal.

O governante frisou que pôr as contas do país em ordem e reconduzir o défice público “a níveis sustentáveis” são os objetivos necessários, mas acrescentou que “os esforços só farão sentido” se forem acompanhados de políticas de apoio ao crescimento económico.

Álvaro Santos Pereira lembrou que foi “uma elevada dependência económica e financeira” que obrigou ao pedido de ajuda externa, para argumentar que os portugueses enfrentam agora o desafio de recuperar a independência financeira e económica e credibilidade enquanto país.

“Este é, assim, o tempo de reformar”, salientou, vincando que o "ímpeto reformista dará bons frutos se soubermos persistir”.

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