Fundão estreia quiosques sobre rodas para vender cereja em Lisboa e no Oeste

20 de mai. de 2013, 17:53 — Lusa / AO online

  Desde 2002 que o município realiza campanhas promocionais, com oferta de caixas de cereja em diversos eventos pelo país, depois de criada uma imagem própria com símbolos, cores e embalagens associadas à marca Cereja do Fundão. A campanha deste ano, hoje apresentada, tem como principal novidade a estreia de três quiosques em forma de cereja, sobre rodas, que entre junho e julho vão passar por vários locais de Lisboa, Cascais, Sintra, Oeiras, Peniche (praia do Baleal) e Óbidos. O percurso de cada um vai poder ser antecipado através do portal da Câmara do Fundão, anunciou o presidente, Paulo Fernandes, sendo que o objetivo é passar por iniciativas que prometem mobilizar multidões. Em cada quiosque vão ser vendidas caixas de dois quilos de fruto, cones individuais de pastel de cereja e granizado. Durante a campanha, haverá ainda outras iniciativas em lojas específicas, como a criação de um gelado com cereja do Fundão, para além de parcerias com estações de serviço em várias autoestradas. Outras ofertas turísticas completam o programa, como o Comboio da Cereja, organizado aos sábados pela CP, e a Festa da Cereja, de 07 a 10 de junho, na aldeia de Alcongosta, junto ao Fundão. De acordo com o autarca, a Cova da Beira poderá produzir este ano até 12 mil toneladas de cereja, um valor acima da média. As ações promocionais a desenvolver pela Câmara do Fundão deverão escoar 80 toneladas e servem sobretudo para "procurar notoriedade". O município, em parceria com o Governo, está a tentar acelerar as provas de habilitação da cereja para entrar no mercado japonês, destacou hoje Paulo Fernandes. "Se em 2015 conseguirmos exportar cereja para o Japão será muito bom. Antes disso seria excelente", referiu. A colocação do fruto no Japão "obedece a critérios extremamente exigentes", que no próximo ano deverão levar à visita de representantes nipónicos a pomares da Cova da Beira. "Só depois disso podemos pensar em ter o carimbo de qualidade para exportarmos", sublinhou. Paulo Fernandes refere que o Japão interessa como mercado, "não tanto pela quantidade" de cereja que possa comprar ao Fundão, mas sobretudo "pelo preço médio". Cada produtor pode pensar em vender cereja a um valor médio "de cinco euros por quilo", o que, segundo o autarca, representa cerca do dobro do preço praticado junto dos produtores em Portugal.