Histórias do Rallye

Fotografia de casamento no meio do troço de rali...


 

Rui Jorge Cabral   Motores   12 de Mar de 2019, 09:21

Eduardo Pastor, de 52 anos, é diretor-adjunto da Segurança no Grupo Desportivo Comercial (GDC) desde 2009. É também ele que verifica no terreno o estado do piso das classificativas, para que tudo esteja em condições no dia do rali e comanda durante as provas a equipa de comissários de estrada (marshalls).

“Quando comecei com este trabalho, os ralis ainda eram muito como antigamente, as pessoas iam para a beira da estrada e ficavam ali... Mas a FIA não admite isso e eu sou hoje apelidado da pessoa ‘má’ do rali... Há colegas meus, quando chego ao final de um troço, que olham para a minha cara e nem dizem nada, porque já sabem que a coisa foi muito complicada lá atrás no troço”, explica Eduardo Pastor.

A importância da passagem do carro da segurança antes do troço é tão grande que, caso haja um atraso e os primeiros concorrentes já estejam a chegar ao controlo de partida, são os carros ‘0’ que são mandados sair do troço e nunca o carro da segurança, que tem de fazer o seu trabalho até ao fim.

Ao longo dos anos, Eduardo Pastor passou por situações que não lembrariam a ninguém como, por exemplo, o ter de convencer um casal de noivos acabados de sair da sua festa de casamento de que tirar fotografias no meio da bonita alameda dos plátanos, no fim do troço da Tronqueira, mesmo antes da passagem dos carros de rali, não era a melhor ideia para a segurança deles e do fotógrafo. “Eu estou a chegar ao sítio e os noivos estão ali com o fotógrafo a tirar fotografias e eu só lhes disse: por amor de Deus, vocês não podem estar aqui agora”, recorda.



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