Mundial2018

Fonte assume importância de Ronaldo e diz-se pronto a tocar 'bombo'

Fonte assume importância de Ronaldo e diz-se pronto a tocar 'bombo'

 

Lusa/AO Online   Futebol   22 de Jun de 2018, 10:21

O internacional português José Fonte admitiu hoje alguma dependência de Portugal por Cristiano Ronaldo, mas considerou que o grupo é equilibrado e tem mais solistas para tocar “violino ou bombo”.

“Quem não gostaria de ter o melhor do Mundo? Tem peso importantíssimo na nossa equipa, temos de ser realistas. Teria em qualquer outra do mundo. Temos de jogar em função dos jogadores que temos. Há outros de qualidade. Neste momento tem quatro golos e quem diz que no próximo jogo não podem ser outros a marcar?”, disse.

O ‘capitão’ luso é o melhor marcador do Mundial2018 com quatro golos, três apontados no empate 3-3 com a Espanha e um no tangencial triunfo 1-0 sobre Marrocos: os rivais ibéricos lideram a ‘poule’ B com quatro pontos, mais um do que o Irão de Carlos Queiroz, com quem o conjunto das ‘quinas’ decide na segunda-feira um lugar nos ‘oitavos’, enquanto os norte-africanos já estão fora de prova, sem pontos.

Questionado por um jornalista brasileiro sobre se Cristiano Ronaldo seria, já, o melhor futebolista de todos os tempos, o central titular nos dois jogos preferiu dizer que “é e será sempre” a referência de Portugal, deixando uma análise mais concreta e profunda para o futuro.

“Para nós portugueses, Cristiano Ronaldo é o melhor e isso é que é importante. E vai ser sempre. É um debate muito relativo. Difícil. É o nosso Cristiano”, assumiu.

Apesar da prudência nas palavras, recordou os feitos do companheiro: “É um facto que tem batido todos os recordes, faz golos e surpreende - não a nós, que o vemos todos os dias. Com certeza que vai continuar a marcar e a bater ainda mais recordes. No fim logo se farão as contas”.

Na quinta-feira, Fernando Santos falou da necessidade de Portugal saber tocar tanto violino como bombo, considerando que o equilíbrio ajudará aperfeiçoar o desempenho de Portugal no Mundial, que classificou com nota seis em dez, enquanto atribuiu sete aos resultados.

“Se o ‘mister’ quiser posso tocar bombo, não tenho problema nenhum. Alguém tocará violino. Importante é haver harmonia, todos têm um papel na equipa. Importante sempre é ganhar”, frisou.

Elogios para Rui Patrício, um guarda-redes que “acostuma sempre a grandes exibições nestas competições, depois de um Euro2016 fantástico”.

“Temos plena confiança no Rui como nos outros guarda-redes. E como é obvio, para nós defesas quando temos um guarda-redes a competir a um nível como o dele, é sempre muito gratificante. Dá-nos confiança. Calma. Temos alguém que é capaz de num momento safar ali uma situação mais perigosa, difícil. É um orgulho e honra jogar com o Rui e ver ao nível que ele está”, completou.

A seleção portuguesa e o Irão, de Carlos Queiroz, defrontam-se segunda-feira em Saransk, às 21:00, 19:00 em Lisboa.



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