FMI estuda taxa a aplicar aos bancos consoante o risco


 

Lusa/AO Online   Economia   8 de Nov de 2009, 07:35

O director geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que a organização vai estudar a criação de uma taxa a aplicar aos bancos consoante o risco que estes assumam.

Strauss-Kahn, que falava no final da reunião do G20, referiu-se a uma proposta avançada pelo Reino Unido de taxar as operações financeiras entre bancos (geralmente conhecida como taxa Tobin), afirmando que essa não é a solução defendida pelo FMI, por razões técnicas.

"Por várias razões uma taxa Tobin é muito difícil ou mesmo impossível", afirmou, indicando "preferir uma segunda solução" que considerou "melhor", que seria criar uma taxa a aplicar aos bancos segundo o risco que assumam.

"É razoável, depois da crise que vivemos, dizer-se que o sector financeiro, que apresenta mais riscos que os outros sectores económicos, deve pagar parte desses riscos e que não é, de todo, normal que pessoas e instituições assumam riscos desmesurados que depois são os contribuintes a pagar", admitiu o director-geral do FMI.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu, no decorrer da reunião do G20, a criação de uma taxa sobre transacções financeiras, uma medida que considerou "necessária porque não é aceitável que os benefícios do sucesso no sector financeiro sejam para uns poucos mas os custos do fracasso sejam suportados por todos".


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