Finanças regionais foram tema do Conselho Nacional do PSD

 Finanças regionais foram tema do Conselho Nacional do PSD

 

Lusa/AO Online   Nacional   13 de Fev de 2010, 07:06

As finanças regionais e a alegada tentativa de controlo da comunicação social pelo Governo foram dois temas presentes na reunião do Conselho Nacional do PSD em que Alberto João Jardim defendeu um congresso à porta fechada.

Esta posição do presidente do PSD/Madeira e do Governo Regional da Madeira não foi seguida por nenhum outro conselheiro nacional social-democrata, de acordo com os relatos da reunião feitos à agência Lusa.

No início da reunião, destinada a aprovar o calendário da sucessão de Manuela Ferreira Leite, a presidente do PSD traçou um retrato da situação económica e financeira do país, que considerou muito grave.

Manuela Ferreira Leite defendeu que essa situação e todas as questões que hoje estão na ordem do dia, incluindo a alegada tentativa de controlo da comunicação social, foram oportunamente abordadas por si durante o seu mandato.

A alegada tentativa de controlo da comunicação social pelo Governo foi depois mencionada pelo eurodeputado e candidato à liderança do PSD Paulo Rangel, que considerou não ter sido corretamente valorizada a sua intervenção no Parlamento Europeu sobre esta matéria - referindo-se em concreto ao líder parlamentar do social democrata, José Pedro Aguiar-Branco, também candidato à liderança do partido.

O eurodeputado disse que a sua intervenção no Parlamento Europeu a este respeito pretendeu ser complementar da intervenção do PSD no Parlamento nacional.

Por outro lado, segundo os relatos feitos à agência Lusa, Paulo Rangel sustentou a ideia de que o primeiro ministro, José Sócrates, pretende que haja eleições legislativas mais cedo e juntou-se a Alberto João Jardim manifestando-se em desacordo com o candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho relativamente à revisão da Lei de Finanças Regionais.

Em resposta a Jardim, Pedro Passos Coelho reiterou a sua oposição à decisão do Parlamento de alterar neste momento a Lei de Finanças Regionais e acentuou que tem a liberdade de ter opiniões diferentes das do presidente do PSD/Madeira.

Passos Coelho contestou ainda a posição de Jardim a favor de que o PSD realizasse um congresso à porta fechada, sem a presença da comunicação social, contrapondo que esse momento de debate deve ser partilhado com todos os portugueses e não apenas interno.

Por sua vez, José Pedro Aguiar-Branco criticou a atitude dos socialistas a propósito da Lei de Finanças Regionais, dizendo que estavam dispostos a dar a mesma verba à região autónoma da Madeira incluída nesse diploma, mas não através desse instrumento.

Aguiar-Branco reclamou ter promovido a coesão do grupo parlamentar do PSD e ter mantido a sua palavra ao anunciar a sua candidatura a liderança apenas depois da votação do Orçamento do Estado para 2010 na generalidade.

No final da reunião, que terminou cerca das 03:00 de hoje, os conselheiros nacionais do PSD aprovaram a realização de um congresso extraordinário a 13 e 14 de março, de diretas a 26 de março e de um congresso eletivo a 9, 10 e 11 de abril.


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