Festival Intercéltico de Sendim arranca na sexta-feira


 

Lusa/AO online   Cultura e Social   2 de Ago de 2012, 12:04

O Festival Intercéltico de Sendim (FIS) arranca na sexta-feira e promete concertos na sua 13.ª edição de dois grupos da folk que são "verdadeiras instituições" musicais, disse esta quinta-feira a organização.

Os destaques vão para os Gwendal, uma formação proveniente da Bretanha francesa, a celebrar 40 anos de vida, e Nuevo Master de Juglaria, grupo fundado em finais de 1969 e oriundo da província espanhola de Castela e Leão.

"São duas apostas fortíssimas, às quais não podemos deixar de acrescentar a vinda de um dos mais aclamados grupos no que se refere a concertos ao vivo, o Brian Finnegam Quartet (Irlanda). E de paragens ainda mais remotas, mas de inequívoca sonoridade intercéltica, os polacos Beltaine", disse à Lusa o diretor do festival, Mário Correia.

O Intercéltico terá uma representação da folk portuguesa, com dois grupos "da respetiva frente de excelência": os Realejo e Toques do Caramulo, bem como os Sabão Macaco.

A 13.ª edição do festival realiza-se de sexta-feira e domingo, com produção e organização do Centro de Música Tradicional Sons da Terra.

Para além da música de inspiração folk, cerca de 120 pessoas, com idades compreendidas entre os sete e os 80 anos, inscreveram-se através da rede social "Facebook" para a leitura da versão traduzida para língua mirandesa de "Os Lusíadas".

Trata-se de um acontecimento único, cujo elo de ligação é a língua mirandesa para diversas gerações de pessoas oriundas um pouco de todo o país.

A maratona de leitura está agendada para o primeiro fim de semana de agosto e fará parte das atividades paralelas do festival.

A leitura de "Os Lusíadas" será registada em áudio e vídeo, para assim se "preservar a memória coletiva de um povo".

Toda a iniciativa será "supervisionada" por uma comissão de leitura composta por diversos especialistas em língua mirandesa e que fará todo o acompanhamento para que a leitura seja ininterrupta.

As iniciativas serão acompanhadas de perto pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas.

O Festival apresenta ainda um programa de atividades paralelas que são já "uma marca do evento", tais como as rotas de descoberta da paisagem das arribas do Douro, os encontros informais de músicos e instrumentistas nas praças e esplanadas e a divulgação dos produtos locais.

A Taberna dos Celtas está de regresso ao festival e, desta vez, num espaço novo, com outras condições acústicas ou sanitárias.

Aqui, acontecem "os concertos improváveis", que juntam os músicos para momentos de liberdade e criatividade musicais.

Encontros de gaiteiros e "gaiteiricos" são também "uma constante", para além das evocações e homenagens a antigos tocadores.

Além disso, o festival é igualmente momento para o lançamento de discos e de livros ou exibição de filmes relacionados com a "singular cultura mirandesa".


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