Festival alternativo na ilha Terceira atrai cada vez mais adeptos

Festival alternativo na ilha Terceira atrai cada vez mais adeptos

 

Lusa/AO Online   Cultura e Social   23 de Ago de 2018, 19:30

O Festival Nova Terra, que decorre de sexta-feira a domingo, na ilha Terceira, atrai cada vez mais participantes, adeptos de práticas alternativas, como yoga, meditação ou ‘om-chanting’, realça a organização.

“Há mais pessoas interessadas, inclusive pessoas de outras ilhas que estão com curiosidade e estão a tentar chegar cá ao festival”, adiantou, em declarações à agência Lusa, Ana Carvalho, do grupo Amigos da Nova Terra, que organiza a iniciativa.

O festival nasceu em 2017 e despertou a curiosidade de várias pessoas, que acabaram por participar com frequência em encontros promovidos pelos Amigos da Nova Terra.

“O festival surgiu de um grupo de amigos que se costumava encontrar nos grupos de meditação, nos eventos de dança ou nos eventos de yoga. Acabávamos sempre por estar juntos e depois acabámos por conversar e começámos a pensar num encontro em que pudéssemos fazer estas atividades todas”, adiantou Ana Carvalho.

Na segunda edição, estão previstas atividades de yoga, meditação e ‘om-chanting’ e vários momentos musicais e de dança.

Há ainda palestras sobre plantas medicinais e mezinhas, primeiros socorros homeopáticos e de autotratamento e educação moderna, bem como workshops de culinária.

O festival é de entrada gratuita e decorre ao ar livre, no Forte Grande de São Mateus, em Angra do Heroísmo.

“Este festival assume um cariz um bocadinho diferente, para já porque as atividades não são pagas. É de acesso livre e está aberto a todas as pessoas, desde idosos a crianças, pais, professores, educadores...”, salientou Ana Carvalho.

O evento é “livre de drogas e de álcool” e as refeições são feitas numa “mesa de partilha”, em que cada participante confeciona pratos, de preferência sem origem animal, que são partilhados por todos.

O objetivo do festival é fazer com que as pessoas “desliguem o piloto automático” da correria do dia a dia e tirem tempo para relaxar e estar em contacto com a natureza.

“As pessoas vivem numa sociedade em que todos os dias têm de se levantar, trabalhar, ir para casa, tratar da casa e dos filhos. Andamos todos neste ritmo: a pressão do trabalho, o ter de ganhar dinheiro para pagar as contas no fim do mês. E esquecemo-nos muitas vezes de tirar tempo para nós, para gozarmos o que nós gostamos de fazer”, salientou a representante dos Amigos da Nova Terra.

Segundo Ana Carvalho, o evento procura despertar os participantes para práticas saudáveis, que permitem relaxar e “ganhar baterias” para as atividades do dia-a-dia.

“Em muitos lugares estas práticas já são naturais e algumas já são muito antigas. Por exemplo, as plantas medicinais e as mezinhas são ensinamentos ancestrais que vêm de geração para geração, mas que se foram perdendo. Neste festival tentamos também ir rebuscar esta aprendizagem que se foi perdendo”, apontou.



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