Política

Fazenda diz que Base das Lajes deve ter função predominantemente civil

Fazenda diz que Base das Lajes deve ter função predominantemente civil

 

Lusa/AO online   Regional   6 de Mar de 2010, 18:09

O dirigente do Bloco de Esquerda, Luís Fazenda, defendeu hoje, para a base portuguesa das Lajes, uma “função predominantemente civil e não associada a um acordo de defesa militar”.

“A base já não é a vaca sagrada de há 20 anos e, por isso, deve caminhar para uma valência, até economicamente simpática, que é a de ser um aeroporto civil com dimensão apropriada para voos intercontinentais”, precisou o dirigente bloquista. Segundo Luís Fazenda, em declarações à Agência Lusa em Angra do Heroísmo, “esta perspectiva devia ser um desígnio nacional”. Sobre a possibilidade de a base passar a ser um campo de treinos da nova geração de caças norte-americanos, sustentou “não ser uma solução”, porque “deve ser uma estrutura para a paz com valências alternativas”. “O actual acordo não tem trazido desenvolvimento local nem é um especial promotor de emprego na ilha, para o que basta falar com os trabalhadores civis dos norte-americanos para perceber o incómodo e insatisfação de há vários anos”, considerou. Garantiu que “perante o menosprezo da administração norte-americana” em relação ao direito português no cumprimento do “regime laboral que estava em vigor”, o Bloco de Esquerda “vai votar contra as alterações ao acordo”. Luís fazenda, que se encontra nos Açores para reunir com dirigentes e apoiantes do BE em Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, adiantou que “serão analisadas várias questões nacionais e regionais, nomeadamente o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC)”. A Lei das Finanças Regionais, que, de acordo com Luís Fazenda, originou uma “discussão absurda porque os Açores nunca perderam e até ganharam”, bem como o Orçamento de Estado que será votado na próxima semana estão na agenda dos encontros. No Orçamento de Estado asseverou que o BE “vai votar com a maioria da oposição para que o Ministério das Finanças reponha, às autarquias da região, as verbas da modelação do IRS que estão por pagar desde Março de 2009”. O BE pretende igualmente defender políticas regionais de austeridade, privatizações e restritivas que “afectem o desenvolvimento regional cortando-lhe as possibilidades de se aproximar das médias de desenvolvimento nacional e europeias”. “As privatizações e as medidas do governo de Carlos César estão a comprometer esse desenvolvimento e crescimento, criando dificuldades ao emprego que pode atingir, segundo os responsáveis regionais, os oito por cento”, alertou Luís Fazenda.


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