Crime

Falsa agente de viagens suspeita de lesar dezenas de pessoas em milhares de euros

Falsa agente de viagens suspeita de lesar dezenas de pessoas em milhares de euros

 

Lusa/AO online   Nacional   27 de Jul de 2012, 12:05

Uma mulher é suspeita de ter burlado, em diversos pontos do país, dezenas de pessoas que terão pago viagens de avião cujos bilhetes nunca receberam, tendo sido já apresentadas queixas na polícia em Leiria e no Porto.

Fonte da PSP confirmou à agência Lusa a existência de queixas, escusando-se a adiantar quaisquer pormenores sobre o caso, por se encontrar em investigação.

A alegada burla consistia num esquema que funcionava em rede. A mulher enviava mensagens escritas com preços de viagens abaixo do valor de mercado. Quem recebia a informação reencaminhava para amigos, desconhecendo tratar-se de uma alegada burla.

Desta forma, a mulher angariava um número elevado de clientes.

Em Leiria, pelo menos duas dezenas de pessoas terão comprado viagens cujos bilhetes nunca chegaram.

Foi o caso de uma jovem que pagou uma viagem para o Brasil para visitar o pai doente.

Tal como noutros casos, a mulher terá pedido o dinheiro com urgência, alegando que se não fizesse a reserva de imediato “perdia a oportunidade”.

“Juntei o dinheiro do reembolso do IRS e pedi uma parte emprestada. Primeiro disse-me que o valor era de 1.186 euros. Deu-me uma referência para pagar, mas como dava erro disse-me para depositar 1.246 euros, que no dia seguinte transferia a diferença”, revelou a lesada, que pediu anonimato, salientando que não recebeu o dinheiro nem o bilhete.

Segundo outros lesados, ninguém desconfiou da burla, uma vez que tinham conhecimento de pessoas que compraram bilhete e “tudo tinha corrido bem”.

Segundo um dos burlados, “esta é a forma dela [falsa agente de viagens] angariar mais gente”.

Num grupo, “os primeiros viajam sem problema, para que ela possa ganhar a confiança de todos os outros”.

Além de Leiria, terão sido cometidas burlas em Coimbra, Figueira da Foz, Lisboa, Porto e Vila Nova de Gaia.

A agência Lusa tentou contactar a suspeita, mas sem sucesso.


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