"Europa disse presente" nas crises internacionais

"Europa disse presente" nas crises internacionais

 

Lusa/AO Online   Internacional   16 de Dez de 2008, 10:24

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu hoje que a Europa soube responder aos contratempos internacionais que "abalaram" o semestre de presidência francesa da União Europeia, como o conflito entre Rússia e Geórgia e a crise financeira.
 Sarkozy falava perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, num debate de balanço da presidência francesa da UE, que termina no final do ano, e que, segundo o chefe de Estado francês, "decorreu ao ritmo dos acontecimentos internacionais".

    Lembrando que o semestre começou com um impasse em torno do processo de ratificação do Tratado de Lisboa na sequência da rejeição pelos "amigos irlandeses" no referendo realizado em Junho, Sarkozy apontou que se seguiu uma impensável guerra entre Rússia e Geórgia, em Agosto, seguida em Setembro pela "violência" da crise financeira.

    Em todos os casos, sustentou, "a Europa disse presente", mostrou-se unida e solidária, seguindo as duas convicções com que a presidência francesa enfrentou o semestre: "o Mundo precisa de uma Europa forte" e "não pode haver Europa forte se a Europa estiver desunida".

    No caso do Tratado, os líderes europeus acordaram na semana passada um plano para a realização de um segundo referendo na Irlanda em 2009, recebendo Dublin em contrapartida garantias como a manutenção de um comissário.

    No caso do conflito entre Tblissi e Moscovo, que a presidência francesa enfrentou com "uma obsessão, a de travar a guerra", disse Sarkozy, a Europa conseguiu mediar um acordo para o cessar-fogo e retirada das tropas russas da Geórgia, assumindo um papel de liderança que não tinha assumido por exemplo na guerra na Bósnia.

    Por fim, face à crise financeira, Sarkozy saudou também a resposta conjunta dos 27 que permitiu evitar, disse, o colapso e destruição do sistema bancário europeu.

    O presidente francês saudou ainda a coesão e papel de liderança da UE em "dossiers" como a criação de uma União para o Mediterrâneo e o acordo alcançado na semana passada sobre o pacote de combate às alterações climáticas, que mostram uma Europa próxima dos seus ideiais: "que pense, que tenha convicções, que imagine, que não se contente em seguir".

    A França entregará a 31 de Dezembro a presidência rotativa da UE à República Checa, que liderará o bloco europeu no primeiro semestre de 2009.


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