Eurogrupo quer fazer hoje história e acordar fim do último resgate à Grécia

Eurogrupo quer fazer hoje história e acordar fim do último resgate à Grécia

 

Lusa/AO Online   Internacional   21 de Jun de 2018, 07:31

Os ministros das Finanças da zona euro reúnem-se hoje no Luxemburgo com o objetivo de aprovar a conclusão do terceiro programa de assistência financeira à Grécia e virar assim a página da crise e dos “resgates”.

Na reunião do Eurogrupo mais aguardada desde que Mário Centeno tomou posse (em janeiro passado) como presidente do fórum de ministros das Finanças da zona euro haverá também lugar a um encontro alargado a 27 (já sem o Reino Unido) para preparar a cimeira de chefes de Estado e de Governo da próxima semana (29 de junho), na qual são esperadas decisões sobre a reforma da zona euro e aprofundamento da União Económica e Monetária.

Antes da reunião, haverá ainda lugar à reunião anual do Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), também presidido por Mário Centeno e com sede no Luxemburgo, no qual será adotado o relatório anual de 2017 desta instituição, o fundo de resgate permanente da zona euro.

Relativamente à Grécia, e de acordo com a agenda da reunião do Eurogrupo, os ministros vão avaliar os progressos alcançados por Atenas na implementação das ações prévias previstas no quadro da quarta e última revisão do programa, o que lhes permitirá tomar uma decisão sobre “todos os elementos necessários” à conclusão bem-sucedida do “resgate” e à saída da Grécia do programa, prevista para 20 de agosto.

Os elementos, precisa o Eurogrupo, estão relacionados com o quadro de vigilância pós-programa, o montante da tranche final do apoio financeiro prestado pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade e possíveis medidas de alívio da dívida grega (que atinge 178% do PIB grego).

Na quarta-feira, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, disse esperar que a reunião de hoje constitua “uma etapa histórica para a zona euro, em que se vira a página da crise”, com um acordo que ponha fim a oito anos de resgates à Grécia e aos programas de assistência que tiveram que ser prestados a vários países, incluindo Portugal.



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