Sri Lanka / Ataques

EUA oferecem ajuda para levar rápida justiça aos terroristas

EUA oferecem ajuda para levar rápida justiça aos terroristas

 

Lusa/Ao online   Internacional   21 de Abr de 2019, 18:42

A diplomacia norte-americana confirmou que vários cidadãos do país foram hoje mortos nos ataques no Sri Lanka, sem especificar o número, e os Estados Unidos ajudarão o Sri Lanka a levar uma célere justiça aos terroristas.

“Podemos confirmar que vários cidadãos norte-americanos estão entre os mortos”, disse Mike Pompeo, secretário de estado norte-americano, em comunicado citado pela agência France Press.

Dezenas de estrangeiros figuram entre os 207 mortos registados pelas autoridades do Sri Lanka até ao momento.

Fontes médicas tinham indicado que entre os mortos se encontravam cidadãos britânicos e norte-americanos.

“Os Estados Unidos condenam vigorosamente os ataques terroristas no Sri Lanka nesta manhã de Páscoa”, disse também o chefe da diplomacia norte-americana.

Esses ataques “demonstram mais uma vez a natureza brutal dos terroristas radicais cujo único objetivo é ameaçar a paz e a segurança”, acrescentou.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, também disse hoje que os Estados Unidos ajudarão o Sri Lanka a levar perante a justiça os autores dos ataques que provocaram pelo menos 207 mortos e 450 feridos.

“Os Estados Unidos condenam veementemente os terríveis ataques no Sri Lanka neste feriado de Páscoa. Mais de 200 pessoas foram mortas, incluindo norte-americanos. Ajudaremos o Sri Lanka a levar uma rápida justiça aos responsáveis [dos ataques] e nunca desistiremos da luta contra o terrorismo global”, afirmou John Bolton na sua conta no Twitter.

Oito explosões mataram hoje, pelo menos, 207 pessoas, entre as quais um português, e provocaram 450 feridos.

A capital do país, Colombo, foi hoje alvo de pelo menos cinco explosões: em quatro hotéis de luxo e uma igreja.

Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país.

A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

As autoridades do Sri Lanka anunciaram a detenção de sete suspeitos de envolvimento nos ataques, com as primeiras investigações a apontarem para bombistas suicidas na origem de, pelo menos, seis das explosões.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Ministério dos Negócios Estrangeiros já lamentaram os ataques e manifestaram pesar pela morte do cidadão português.



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