EUA anunciam investimento de 259 M€ para cooperação e segurança na Ásia-Pacífico

EUA anunciam investimento de 259 M€ para cooperação e segurança na Ásia-Pacífico

 

Lusa/Ao online   Internacional   5 de Ago de 2018, 12:17

O secretário de Estado norte-americano anunciou este sábado um investimento de cerca de 300 milhões de dólares (259 milhões de euros) para cooperação e segurança na região da Ásia-Pacífico.

O investimento servirá para "fortalecer a cooperação em segurança, segurança marítima, tarefas humanitárias e de paz e lutar contra o crime transnacional", indicou Mike Pompeo, durante a conferência de imprensa no âmbito das reuniões dos ministros dos Negócios Estrangeiros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Singapura.

Mike Pompeo aproveitou a ocasião para pedir ao seu homólogo birmanês (agora Myanmar) a libertação dos dois jornalistas da agência Reuters acusados de violação de segredos de Estado, no âmbito de uma investigação sobre a limpeza étnica da minoria rohingya.

“Hoje, nas reuniões ministeriais da ASEAN, falei com o ministro birmanês e levantei as preocupações dos EUA sobre os jornalistas detidos na Birmânia por fazerem seu trabalho. Eles devem ser libertados imediatamente”, pode ler-se na sua página oficial da rede social Twitter.

Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 27, foram detidos em 12 de dezembro por terem adquirido documentos secretos importantes de dois polícias. Se condenados incorrem numa pena de até 14 anos de prisão.

Na investigação que efetuaram, os dois jornalistas citam aldeões budistas que terão participado com soldados no massacre de dez rohingya cativos na aldeia, em 02 de setembro de 2017. O trabalho dos jornalistas da Reuters foi baseado em testemunhos de aldeões budistas, membros das forças de segurança e familiares das vítimas.

Cerca de 700.000 muçulmanos rohingya que viviam nesta região refugiaram-se no vizinho Bangladesh desde agosto de 2017 e acusaram os militares e as milícias budistas de diversos crimes, incluindo violações, tortura e mortes.

Os rohingya são o alvo de um movimento nacionalista budista, muito implantado na Birmânia, que os considera uma ameaça. O próprio governo civil da prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi tem sido relacionado com este ódio anti-rohingya, muito instrumentalizado pela hierarquia das Forças Armadas, durante décadas de regime da junta militar.



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