Estudo comprova que baratas evitam armadilhas com açúcar
23 de mai. de 2013, 21:32
— LUSA/AOnline
Estudos dedicados às baratas alemãs, que estão em todos os lugares habitados por humanos, realizados nos Estados Unidos, Rússia, Porto Rico e Coreia do Sul, comprovam que estes insetos finos e pequenos detetam glicose e não o ingerem.
Uma aparente indiferença às armadilhas com doces começou a ser observada no início dos anos 1990, cerca de sete a oito anos depois de começarem a ser de uso generalizado, disse o investigador Coby Schal, da Universidade do Estado da Carolina do Norte.
Para fazer o estudo, Shal e os colegas deram doce de geleia a vários grupos de insetos e filmaram a sua reação.
"Eles voltam como se tivessem apanhado um choque elétrico. É um comportamento muito, muito claro. Eles simplesmente recusam-se a ingeri-lo", disse.
"Mostrámos que as baratas podem aprender muito bem. Elas podem associar a punição ao provar glicose com o cheiro da armadilha", acrescentou o professor de entomologia.
Este estudo concluiu que as baratas evoluíram muito rapidamente e que as novas gerações herdaram uma aversão genética à glicose.
"Este é um fenómeno global, não é restrito dos EUA", acrescentou.
Para o investigador, estes insetos acabam por ser um grande problema, uma vez que são muitas vezes os responsáveis por doenças alérgicas e asmas e são portadores de salmonelas.
A barata alemã representa apenas uma das cerca de 5 mil espécies de baratas existentes e, segundo o cientista, a humanidade só teria a ganhar se se livrasse dela para sempre, já que apenas transmite doenças e não tem funções ecológicas fora das habitações e construções.
Em contrapartida, realça que outras espécies de baratas podem ser úteis, servindo de alimento no deserto ou na polinização de plantas das florestas húmidas.