Estúdio 13: 'multidisciplinar' vem para mostrar que a 'arte é para todos'

Estúdio 13: 'multidisciplinar' vem para mostrar que a 'arte é para todos'

 

Miguel Bettencourt Mota   Cultura e Social   28 de Mai de 2018, 14:54

“O Estúdio 13 nasce da vontade de afunilar todo o trabalho e experiência dos meus últimos dez anos como profissional de dança aqui na ilha de São Miguel”. Isso mesmo declarou a este jornal Maria João Gouveia, que, dentro em breve, fará abrir as portas de um novo espaço, em Ponta Delgada, onde a dança e outros ramos artísticos ocuparão lugar privilegiado.

O Estúdio 13 - Espaço de Indústrias Criativas, quando se mostrar ao público e interessados no Armazém 13 da Rua das Laranjeiras vai, por isso, apresentar-se com uma matriz “multidisciplinar”.

No fundo, “este será um espaço de reunião de indústrias criativas, para privilegiar a criação, o ensino, a produção e a mostra de trabalhos”, aprofundou Maria João, a diretora artística e pedagógica do projeto.

A intenção, prosseguiu a professora de dança e bailarina, foi sempre a de erguer “um espaço dinâmico, onde acontecesse muita coisa lá dentro” e com uma oferta que não redundasse “em apenas mais uma escola de dança”.

Como tal, o espaço encontra-se dividido por três áreas essenciais: uma escola de artes performativas; uma blackbox (espaço para apresentações) e uma produtora de audiovisuais.

No que diretamente diz respeito à valência formativa, a responsável faz saber que as inscrições, referentes ao ano letivo que se inicia a 12 de setembro, já se encontram abertas. Acrescenta que “esta é uma escola que se caracteriza por dispor de um ensino altamente qualificado para amadores e aspirantes a profissionais” e que se irá guiar pela máxima de que “a arte é para todos”.

Como deu nota, existirão aulas para todas as idades e capacidades: “as nossas aulas vão desde bebés a seniores e até temos a dança inclusiva, destinada a pessoas portadoras de deficiência física e mental”.

A Blackbox, por seu turno, será uma área com capacidade para receber cerca de 50 pessoas e que se dispõe a acolher “residências, espetáculos de artes performativas, visuais, conferências, sessões de cinema, workshops e leituras”, sinalizou.

Quanto aos projetos para a produtora de audiovisuais, estes serão, sobretudo, do produtor e realizador Hugo França, que tem, inclusivamente, desenvolvido vários trabalhos em articulação com o 37.25 - Núcleo de Artes Performativas (NAP), no qual Maria João Gouveia é coreógrafa e integra o elenco de bailarinos profissionais.

Neste momento, e enquanto o dia da inauguração não chega, o que se pretende “é que o máximo de alunos se inscrevam”. As disciplinas são várias e vão desde o ballet clássico à dança moderna e contemporânea, do teatro ao contacto com a improvisação, e contemplam também opções mais voltadas para a condição física como ‘mobility’ e ‘fat burn circuit.’

Maria João Gouveia, Catarina Medeiros, André Melo e Miguel Contreiras compõem, nesta fase, o quadro de professores do Estúdio 13.


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