Especialistas defendem operadores de turismo subaquático

Especialistas defendem operadores de turismo subaquático

 

Lusa/AO Online   Regional   1 de Nov de 2009, 08:12

Os participantes na Segunda Bienal de Turismo Subaquático dos Açores, reunidos em Santa Cruz da Graciosa, defenderam a necessidade “de criar e dinamizar grupos de operadores marítimo-turísticos" para a actividade.

“Estes grupos podem representar este sector económico emergente junto dos vários parceiros e entidades com envolvimento no processo de Desenvolvimento Sustentável do Turismo Subaquático dos Açores”, consideraram os participantes no encerramento dos trabalhos no sábado à noite.

No final de dois dias de trabalhos, os especialistas e técnicos entenderam que o turismo subaquático nos Açores, apresenta um elevado potencial de crescimento, em particular, nas ilhas de menor dimensão como a Graciosa, São Jorge, Santa Maria, Flores e Corvo.

O documento final do encontro preconiza “uma aposta na melhoria dos níveis e qualidade dos serviços prestados, das condições físicas e logísticas de apoio em terra e na diversificação da oferta de produtos de mergulho em complemento com outros”.

Os participantes chamaram a atenção das autoridades regionais para “ouvir todos os parceiros e incorporar os seus contributos no planeamento da actividade turística”, apostando “na informação, formação e sensibilização de todos os operadores”.

Nas conclusões defenderam a aplicação de medidas práticas e efectivas que contribuam para uma melhor acessibilidade ao “Destino Açores”, por parte dos praticantes de actividades subaquáticas, nomeadamente, a concessão de franquia extra de peso, para equipamentos específicos.

Reivindicaram a publicação de produtos de divulgação específicos do Turismo Subaquático como, por exemplo, livros de fotografia e produtos multimédia.

No caso da promoção, o documento realça a importância de divulgar o produto mergulho associado à classificação de Reservas da Biosfera das ilhas Graciosa, Corvo e Flores.

Defenderam ainda o estabelecimento de incentivos fiscais equivalentes para todos os tipos de combustível utilizados pelas embarcações da actividade marítimo-turística.

Sugeriram igualmente “a necessidade urgente de eliminar, ou pelo menos mitigar, com o envolvimento dos interesses públicos e privados as condicionantes impostas ao nível do transporte aéreo”, nomeadamente os preços elevados.

Cerca de uma centena de especialistas em mergulho e turismo subaquático apresentou como exemplo positivo o desenvolvimento dos parques das ilhas Medas na Catalunha (Espanha) e da ilha Hierro, a mais pequena e ocidental das ilhas Canárias.

Os participantes também abordaram as especificidades das áreas do turismo e mergulho, reservas marinhas, saúde e segurança, comércio e serviços no mergulho e empreendedorismo.

Além dos trabalhos técnicos e científicos, a organização promoveu duas exposições de fotografia de Nuno Sá e Luís Quinta e uma exposição de pintura da artista Margarida Madruga.


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