Espada Pescas fecha com saldo positivo de 280 mil euros


 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Jul de 2018, 09:33

A gerente da Empresa Espada Pescas, unidade de pesca, transformação e comercialização de pescado que vai ser extinta no dia 1 de agosto, em Ponta Delgada, assegurou que a empresa termina os trabalhos com a "sensação de dever cumprido".

"Nos últimos anos, a Espada Pescas desenvolveu um trabalho que eu acho que foi singular junto das famílias, junto dos jovens e dos futuros consumidores. O que quisemos mostrar foi que também se pode comer peixe bom sem ser caro e todos nós açorianos podemos comer peixe. Acho que essa missão foi cumprida", disse Ana Simões.

A gerente da Empresa publica açoriana falava aos jornalistas após ter sido ouvida na reunião da Comissão Eventual de Inquérito ao Setor Público Empresarial Regional e Associações Sem Fins Lucrativos Públicas, da Assembleia Legislativa Regional dos Açores (ALRAA).

Ana Simões sublinhou ainda que a Empresa Espada Pescas também cumpriu a missão "na regulação de mercado" ao "nivelar preços" do pescado".

"Sempre que havia alguma situação, sempre que alguma Associação nos chamava a atenção para alguma descida [de preços] nós atuávamos e não era necessário muito tempo para que se regulasse e, portanto, a missão foi cumprida", afirmou.

A gerente da empresa de pesca, transformação e comercialização de pescado esclareceu ainda que "o ativo da empresa é superior ao passivo", lembrando que o resultado líquido "cresceu 82% entre 2012 e 2017".

"Fiquei bastante triste quando na comunicação social só se ouvia falar que a Espada Pescas era uma empresa deficitária, quando na realidade não é. Uma empresa deficitária é quando os seus ativos não cobrem os seus passivos. A nossa empresa ainda fica na volta dos 280 mil euros positivo e, portanto, o nosso acionista (Lotaçor) vai integrar todos os nossos bens e ficará com um saldo positivo", disse.

Quanto à dezena de trabalhadores da empresa, seis "efetivos" serão integrados na Lotaçor - empresa de lotas dos Açores - e cinco pediram "licença sem vencimento", sendo que apenas foram despedidos os dois trabalhadores que exerciam funções fora dos Açores.

"Os efetivos vão ficar vinculados à Lotaçor, os outros pediram licença sem vencimento para trabalhar na área a que estão habituados, que é a comercialização de pescado, e estão a colaborar com a cooperativa de pesca açoriana. Em Lisboa, o nosso acionista não tem nenhuma localização que os pudesse colocar, a única escolha seria eles virem para São Miguel, o que não era viável para os funcionários. Assim tivemos de fazer um despedimento coletivo por extinção do posto de trabalho", disse.

O Governo Regional dos Açores anunciou em fevereiro passado que iria reduzir a sua participação - direta ou indireta - em 17 empresas e associações açorianas no âmbito de uma reforma do setor público empresarial regional.

Na ocasião, o presidente do executivo açoriano referiu que a Lotaçor teria "de proceder à extinção da Empresa Espada Pescas, Lda. e alienar a maioria da sua participação na empresa Santa Catarina - Indústria Conserveira, SA".



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