Empresários açorianos dizem que competitividade pré-'troika' ainda não foi reposta

Empresários açorianos dizem que competitividade pré-'troika' ainda não foi reposta

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Set de 2018, 12:05

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, Mário Fortuna, assinalou hoje que a competitividade económica na região ainda "não foi reposta" para os níveis pré-'troika', sendo necessário dar espaço à iniciativa privada.

"A ideia é deixar no sistema mais dinheiro para dinamizar mais crescimento. Precisamos da competitividade. A que tínhamos antes da ‘troika’ não foi reposta", disse Mário Fortuna, falando aos jornalistas da necessidade de haver uma "baixa na carga fiscal" nos Açores, nomeadamente a nível do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e do Imposto sobre o rendimento Coletivo (IRC).

O presidente da câmara de comércio pediu ainda do executivo regional "mais espaço para a iniciativa privada", até porque "os empregos que são criados no setor privado geram sustentabilidade".

E concretizou: "Há uma urgência em aprofundar mais o peso do setor privado e menos o peso do setor público, que acarreta custos adicionais que prejudicam a competitividade da economia".

Reabilitação urbana, formação profissional e o necessário pagamento "a tempo e horas" no setor público, nomeadamente a fornecedores, foram matérias também abordadas com o Governo dos Açores no âmbito do processo de auscultação sobre as antepropostas de Orçamento Regional e de Plano Anual para 2019.

O presidente do Governo dos Açores está hoje a receber, no Palácio de Santana, em Ponta Delgada, os parceiros sociais e partidos políticos para a preparação do Plano e Orçamento para 2019, documentos que deverão ser apresentados na Assembleia Legislativa no final de outubro.

Vasco Cordeiro, acompanhado pelo vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, recebe de manhã, além da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, a Federação Agrícola dos Açores, a Federação das Pescas dos Açores, as centrais sindicais UGT e CGTP-IN e o PCP.

De tarde, dão-se as audições dos representantes do BE, CDS-PP, PSD e PS.

O PPM informou na semana que não se irá fazer representar nas audições, em protesto com a tomada de posição do Governo Regional em relação à ausência de cozinha e refeitório escolares na escola Mouzinho Silveira, na ilha do Corvo.

A reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica onde serão analisadas as propostas do Plano e Orçamento da Região para o próximo ano terá lugar no final deste mês.

As medidas serão depois submetidas a aprovação em Conselho de Governo e entregues na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, onde serão sujeitas a debate e votação em plenário.

O Orçamento dos Açores para 2018 foi aprovado com os votos contra de oposição e é de 1.292 milhões de euros, valor sensivelmente igual ao de 2017, enquanto o Plano de Investimentos global é de 753 milhões de euros, um decréscimo de cerca de 3% face ao de 2017.



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