Emigrantes regressados tem pouca instrução

Emigrantes regressados tem pouca instrução

 

lusa   Regional   27 de Ago de 2011, 15:00

A grande maioria de emigrantes regressados aos Açores tem mais de 60 anos, é reformado e tem poucos estudos, segundo um estudo sobre esta comunidade, hoje revelado pelo governo regional.

“O estudo revela que a grande maioria de emigrantes regressados tem sessenta ou mais anos, são reformados e os que ainda trabalham são os que regressaram das Bermudas e têm uma baixa literacia”, disse hoje o secretário regional da Presidência do governo açoriano, André Bradford, em declarações à Agência Lusa.

O trabalho foi realizado em colaboração com o Centro de Estudos Sociais da Universidade dos Açores, adiantou o governante, que falava à margem do II Encontro de Emigrantes Regressados, que reuniu cerca de uma centena de participantes numa festa em Angra do Heroísmo.

Segundo o secretário da Presidência, o estudo indica a necessidade “do reforço dos serviços de atendimento” a esta comunidade.

“O serviço tem de reforçar o acompanhamento desses emigrantes aproximando-se desses cidadãos, porque somos, por vezes, o único elo de ligação às suas necessidades burocráticas a tratar entre o nosso país e o que foi o seu país de emigração”, explicou.

O estudo permitiu também identificar os que regressam para se fixar definitivamente na sua terra ou para períodos cíclicos anuais, mas também os que voltam com condições financeiras confortáveis ou com necessidades.

Também a diretora regional das Comunidades, Graça Castanho, considerou “surpreendente" o número de regressados para todas as ilhas do arquipélago.

“Isto dá-nos a ideia do equilíbrio da distribuição dos regressados e do interesse que eles têm pelas suas origens, repovoando os locais de onde partiram, e trazendo novas dinâmicas a esses locais”, frisou.

Graça Castanho salientou igualmente “a nova dinâmica de ligação entre os regressados e a família que deixaram nos seus países de emigração que andam de um lado para o outro em visitas”.

A responsável realçou ainda “a necessidade de explicar aos jovens descendentes dos emigrantes que os Açores são um espaço de inter e multicularidade onde vale a pena viver e fazer a sua vida”.

“Nós temos a viver na região cidadãos de 258 nacionalidades, dos quais os brasileiros são a primeira comunidade em número, seguindo-se os cabo-verdianos. Os ucranianos lideram o número de imigrantes originários dos países do leste europeus”, acrescentou Graça Castanho.

 


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