Elétrica dos Açores aumenta resultado liquído em 11,9% em 2017

Elétrica dos Açores aumenta resultado liquído em 11,9% em 2017

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Out de 2018, 19:00

A Empresa de Eletricidade dos Açores (EDA) aumentou de 19,2 milhões de euros, em 2016, para 21,5 milhões, em 2017 (11,9%), o seu resultado líquido, segundo o seu relatório e contas.

A elétrica açoriana, de capitais públicos e privados, detida em 50,1% pela Região Autónoma dos Açores, segundo o documento, a que a Lusa teve acesso, atingiu em termos de faturação em 2017 os 114,7 milhões de euros, enquanto o seu volume de negócios foi de 177,1 milhões, um crescimento de 7% relativamente a 2016.

A faturação da energia elétrica registou um decréscimo de 0,1%, que a EDA justifica pela descida de 0,5% do preço médio de venda, uma vez que a procura da eletricidade registou um crescimento de 0,4%.

O passivo da empresa - cujo segundo acionista é a ESA - Energia e Serviços dos Açores, SGPS, S.A. (39,7 %), seguindo-se a EDP (10%) e pequenos acionistas e emigrantes (0,2 %) – cresceu 2,5%, de 314 milhões de euros para 321,8 milhões.

O capital próprio e passivo aumentou de 537,2 para 546,1 milhões de euros, um crescimento de 1,7%, enquanto a dívida bancária ascendeu aos 224,2 milhões de euros, mais 13,4 milhões do que em 2016.

A dívida total atingiu os 266,4 milhões de euros, mais 20 milhões do que em 2016, o que, de acordo com a elétrica açoriana, “corresponde a fundos excedentários das associadas EDA Renováveis e SEGMA utlizados pela EDA a 42.2 milhões".

A EDA Renováveis, uma das empresas do grupo, registou em 2017 um volume de negócios de 27,3 milhões de euros, enquanto no caso da Globaleda este valor foi de 5,9 milhões.

A SEGMA totalizou 6,2 milhões de euros e a Norma Açores 3,1 milhões, enquanto a Controlauto atingiu os 850 mil euros.

Uma das apostas da EDA tem sido as energias renováveis, propondo-se a empresa atingir em 2025 uma penetração renovável de 57%, o que, conjugado com a produção endógena, através da valorização energética dos resíduos, atinge os 63%.

É sobretudo através das centrais geotérmicas existentes no concelho da Ribeira Grande, na ilha de são Miguel, que essa energia é produzida, garantindo um terço das necessidades energéticas na região.

O incremento da produção de energia através de fontes renováveis será feito depois de alguns projetos de aproveitamento de energias renováveis previstos para as ilhas de São Miguel, Terceira e Flores.

Em São Miguel está previsto expandir a atual central do Pico Vermelho por mais cinco megawatts, a antiga Central da Ribeira Grande por mais três megawatts, o que impõe que numa primeira fase sejam executados poços geotérmicos profundos.

Também na Terceira está prevista a expansão da atual central em exploração por mais sete megawatts, assim como também nas Flores mais uma nova hidroelétrica de cinco megawatts.



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