Economia paralela de Portugal equivale ao dobro do maior défice de sempre

Economia paralela de Portugal equivale ao dobro do maior défice de sempre

 

Lusa/AO Online   Economia   5 de Set de 2010, 10:16

A economia paralela representa em Portugal 19,7 por cento do PIB oficial, o que equivale a 33,56 mil milhões de euros, ou seja, o dobro do maior défice orçamental alguma vez registado em Portugal.

De acordo com um trabalho do professor austríaco Friedrich Schneider, com vários estudos realizados neste tema e que analisou 21 países da Organização para a Cooperação de Desenvolvimento Económico, em 2010 a Grécia é o país com maior peso da economia informal (25,2 por cento) seguida da Itália e da Espanha, com 22,2 por cento e 19,8 por cento, respetivamente.

Portugal surge no quarto lugar, com a economia paralela a representar 19,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) oficial, acima da média de 14 por cento dos 21 países da OCDE analisados por Schneider.

A confirmar-se a previsão do Governo de que a economia vai crescer este ano 0,7 por cento, com o PIB a atingir 170,4 mil milhões de euros, a economia paralela representará, este ano, 33,6 mil milhões de euros.

Este valor equivale a dois défices orçamentais de 2009, quando foi atingido o mais alto valor de sempre, de 15,5 mil milhões de euros.

A economia paralela, não registada ou informal, designa as atividades que não são declaradas, que fogem ao pagamento de impostos, e que por essa via não são refletidas aquando da contabilização do PIB.

Nos primeiro anos desta década, segundo Schneider, a economia paralela perdeu peso em Portugal, passando dos 22,7 por cento do PIB em 1999/2000, para 18,7 por cento em 2008, uma tendência que o autor atribui “ao crescimento da economia oficial”, o que levou à “queda na economia paralela”, disse em declarações à agência Lusa.

Já desde 2008 e até 2010 a economia paralela terá crescido um ponto percentual, de 18,7 para 19,7 por cento, de acordo com o mesmo estudo.


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