Diretora da RTP/Açores garante que não haverá derrapagem orçamental em 2018

Diretora da RTP/Açores garante que não haverá derrapagem orçamental em 2018

 

Lusa/AO Online   Regional   24 de Jul de 2018, 12:17

A diretora da RTP/Açores, Lorina Amaral, assegurou esta terça-feira que a empresa não terá uma derrapagem orçamental em 2018, admitindo, no entanto, que nos primeiros quatro meses do ano se registou um saldo negativo de 25 mil euros.

“Esta derrapagem no quadrimestre foi de 25 mil euros, mas não é grave, sendo que o orçamento é anual e que essa recuperação será efetuada até ao final do ano”, adiantou.

Lorina Amaral falava, por videoconferência, a partir de Ponta Delgada, numa audição na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho (CAPAT) da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que decorreu em Angra do Heroísmo.

A diretora da RTP/Açores foi chamada pelo grupo parlamentar do PS à comissão para prestar esclarecimentos na sequência de um comunicado da subcomissão de trabalhadores da empresa, divulgado no final de junho, que alertava para uma “derrapagem orçamental de 25% na grelha” e para o facto de ter sido esgotado o ‘plafond’ anual para alguns colaboradores e para “outsourcing” nos primeiros seis meses do ano.

Ouvida na CAPAT, Lorina Amaral disse ter existido um “erro de numerologia”, porque se queria referir a 25 mil euros e não a 25% do orçamento, acrescentando que a derrapagem dizia respeito apenas aos consumos do 1.º quadrimestre do ano.

“Será certamente recuperado até ao final do ano, não tenho a mínima dúvida, nem isso porá em causa o cumprimento do serviço público. Quanto a isso podemos estar completamente descansados”, reiterou.

Quanto ao ‘plafond’ dos colaboradores, adiantou que já foi autorizada pela administração da RTP nacional um reforço da verba disponível.

“Efetivamente, houve ‘plafonds’ que excederam. Esses ‘plafonds’ já estão a ser reforçados, já foram autorizados pelo conselho de administração e portanto estamos tranquilos relativamente a isso”, salientou.

Questionada pela deputada do PSD Catarina Furtado, a diretora da RTP/Açores disse que a empresa criou um plano de recuperação desse montante, que implicará reduções “pontuais”, que “não afetarão” os ouvintes e telespetadores.

Lorina Amaral admitiu, no entanto, a possibilidade de existir um reforço orçamental por parte da RTP nacional, rejeitando a hipótese de substituição da produção própria por repetições de programas antigos, em resposta ao deputado socialista Pedro Moura.

“Se for necessário teremos certamente da casa mãe um reforço à dívida”, sublinhou.

O comunicado da subcomissão de trabalhadores referia ainda que a diretora da RTP/Açores tinha justificado a derrapagem orçamental com “falta de planeamento interno e com a realização de programas não orçamentados”, o que poderia colocar em causa a existência de novos programas em 2018.

Lorina Amaral disse que a realização de programas não previstos altera o planeamento interno, salientando que isso é “perfeitamente natural”.

“Nós somos uma empresa de comunicação social, deparamo-nos com situações não previstas no nosso dia-a-dia. Portanto, não passa disso”, frisou.

Questionado pelo deputado do CDS-PP Alonso Miguel sobre os programas não previstos que terão estado na origem da derrapagem de 25 mil euros, a diretora da RTP/Açores disse não ter esses dados, mas mostrou-se disponível para os facultar posteriormente.

“Não tenho presente, nem vim preparada para facultar os nomes dos programas. De qualquer forma, isso não me parece que seja relevante, porque o que está aqui em causa é a questão do orçamento e, portanto, garantido que será recuperado esse desvio do quadrimestre até ao final do ano, não me parece que seja relevante”, apontou.

Questionada pelo deputado socialista Pedro Moura sobre as novas instalações da delegação da Horta da RTP/Açores, Lorina Amaral admitiu que “houve um ligeiro atraso”, mas considerou que isso não impedirá que a transferência se faça “ainda este ano”.

No final da audição, o grupo parlamentar do PS, que solicitou a audição, ficou com dúvidas.

“Não ficamos totalmente esclarecidos e aguardamos, porque ela ficou de nos enviar documentos que nos podem fazer uma ideia mais clara de a que é que se deveu essa derrapagem e às consequências ou não que irá ter no futuro”, salientou Pedro Moura, em declarações aos jornalistas.



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