Diretor-geral de Veterinária garante que saúde dos portugueses não está em causa

Diretor-geral de Veterinária garante que saúde dos portugueses não está em causa

 

Lusa / AO online   Economia   29 de Jul de 2012, 19:28

O Diretor-geral da Alimentação e Veterinária garantiu hoje que os alimentos estão a ser analisados e que a saúde dos portugueses não está em risco, apesar de ter sido reduzida a participação da ASAE.

 

A Direção-geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) recolheu até agora um terço das amostras de alimentos que se propos recolher este ano, disse à Lusa Nuno Vieira e Brito, diretor Geral da DGAV. O plano para 2012 é de 7.500 recolhas o que significa que os técnicos já terão feito cerca de 2.500.

O Jornal de Notícias noticia hoje que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deixou de recolher amostras a pedido da DGAV, informação que foi confirmada à agência Lusa pelo Inspetor-geral da ASAE, António Nunes.

O diretor-geral de Veterinária diz que a situação não pôe em causa o controlo dos alimentos, uma vez que aquele trabalho passou a ser feito pelas técnicos de veterinária.

A DGAV deixou de pedir apoio à ASAE por uma questão de “racionalização de recursos” uma vez que “havia locais onde a ASAE recolhia e nós tínhamos inspetores sanitários, por isso não havia necessidade de a ASAE o fazer”, explicou.

Além disso, acrescenta Nuno Vieira e Brito, nem sempre havia uma “resposta útil” por parte dos laboratórios.

De acordo com o responsável, o resultado das análises nem sempre chegavam a tempo de, em caso de serem detetados problemas, os alimentos serem retirados do mercado.

"Os resultados têm de ser feitos em período próximo da recolha das amostras e por laboratórios e métodos certificados”, explica.

O inspetor-geral de veterinária lembra que “Portugal não tem tido grandes problemas de saúde pública”, recordando os dados do ano passado.

Das cerca de 7.800 análises feitas em 2011, apenas 25 revelaram não estar em conformidade com a legislação: “13 eram contaminações ambientais, e portanto, não são relevantes em questões de saúde pública, e das outras 12 apenas quatro tinham substâncias ilegais”, explicou.

“Nos quatro casos de substâncias ilegais (detetados no ano passado), tinham sido ultrapassados os limites máximos de resíduos”, explicou, dando como exemplo a utilização excessiva de antibióticos promotores de crescimento utilizados na carne.

Este ano, a DGAV decidiu “incidir mais naquilo onde, pelo seu histórico, se pode encontrar mais problemas”: as carnes.


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