Despesa com subsídio de desemprego aumentou 150 milhões de euros em relação a 2011

A despesa com subsídios de desemprego e de apoio ao emprego cresceu 150 milhões de euros (um aumento de 21,4 por cento) nos primeiros quatro meses deste ano, contribuindo para uma redução substancial do excedente da Segurança Social.


Estes dados constam do boletim de execução orçamental hoje divulgado pela Direção-Geral do Orçamento (DGO), e refletem o impacto do aumento do desemprego. A taxa de desemprego estava nos 12,4 por cento no primeiro trimestre de 2011; no início de 2012, a taxa já atingia os 14,9 por cento.

O aumento do desemprego também se reflete numa redução importante das contribuições e quotizações: esta receita da Segurança Social caiu 2,8 por cento face ao mesmo período de 2011.

Em termos agregados, a Segurança Social registou um excedente de 275 milhões de euros nos primeiros quatro meses deste ano - um resultado muito inferior aos 726,4 milhões do mesmo período de 2011.

Mais de metade desta deterioração de 451 milhões de euros está relacionada com o aumento da despesa com prestações sociais e com a redução da receita com contribuições.

Os gastos da Segurança Social com outras prestações sociais também aumentaram: a despesa com pensões cresceu 4,3 por cento, enquanto os gastos com o rendimento social de inserção (“rendimento mínimo”) aumentaram 3,6 por cento.

Estas contas são apresentadas em contabilidade pública (ótica de caixa). Os números do défice considerados por Bruxelas para o procedimento de défices excessivos são calculados em contabilidade nacional (ótica de compromissos).

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