"Cuidar de quem cuida é a prioridade do Governo dos Açores", afirma Andreia Cardoso

"Cuidar de quem cuida é a prioridade do Governo dos Açores", afirma Andreia Cardoso

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   12 de Fev de 2019, 10:17

A proposta de regime de apoio ao cuidador informal, que será aprovada em Conselho de Governo até ao final de fevereiro, visa “ajudar as pessoas que cuidam, quer na sua preparação para assegurar os cuidados aos seus familiares, quer na conciliação das suas vidas profissionais com a vida familiar, proporcionando-lhes o apoio financeiro e a formação necessários”, disse a secretária regional da Solidariedade Social.

Andreia Cardoso, que falava à margem de uma visita à Casa de Saúde do Espírito Santo e ao futuro Centro de Atividades Ocupacionais desta instituição, em Angra do Heroísmo, frisou ainda, em nota do Gacs, que “há milhares de açorianos doentes em casa e muitos outros a assegurar esses cuidados sem ninguém os ter ensinado, pelo que a formação e a informação permanentes aos cuidadores informais são essenciais”.


A secretária regional adiantou ainda que a proposta de diploma prevê um apoio financeiro ao cuidador informal, de acordo com o grau de autonomia da pessoa cuidada e do rendimento da família, num valor ainda a definir.


Andreia Cardoso referiu um leque de medidas que se assumem como os direitos do cuidador informal, tendo em conta que estes “prestam cuidados a um doente com necessidades permanentes no domicílio, sem auferir qualquer retribuição financeira ou formação para o efeito”.


Nesse sentido, acrescenta a nota, será disponibilizada informação e formação, apoio psicossocial e psicológico e apoio na prestação de cuidados, assim como será estabelecido um sistema de folgas para o cuidador, um período de descanso anual, a integração em grupos de autoajuda e o acesso a cuidados de saúde quando deles dependa a continuidade da prestação de cuidados a familiar dependente.


Recorde-se que o Estatuto do Cuidador Informal é um compromisso do Governo dos Açores para esta legislatura, pelo que a proposta de regime jurídico, após ser aprovada em Conselho de Governo, será apresentada à Assembleia Legislativa.



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