Criminalidade geral aumenta 3,3% e crimes violentos e graves diminuem 8,7%

Criminalidade geral aumenta 3,3% e crimes violentos e graves diminuem 8,7%

 

Lusa/AO online   Nacional   28 de Mar de 2018, 14:17

A criminalidade violenta e grave diminuiu 8,7% no ano passado, em relação a 2016, enquanto os crimes gerais aumentaram 3,3%, anunciou esta quarta-feira o Governo.

Numa conferência de imprensa realizada após a reunião do Conselho Superior de segurança Interna, na qual foi apreciado o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2017, o ministro Eduardo Cabrita destacou “a consolidação de uma tendência de redução” da criminalidade violenta e grave “que se vem verificando na última década”.

O aumento da criminalidade geral em 3,3% no ano de 2017, deveu-se a terem sido cometidos mais crimes de moeda falsa, incêndio florestal e burlas.

O ministro da Administração Interna explicou que o crime que mais cresceu no ano passado foi o de moeda falsa (mais 246%), mas “por meras razões estatísticas”, uma vez que a Polícia Judiciária “registou em 2017 um conjunto de processos relativos a vários anos”.

“Isso determina um crescimento de 246%, o que não corresponde a nenhum fenómeno generalizado de crescimento de circulação de moeda falsa no país”, disse, adiantando que outro tipo de crime “com crescimento significativo” foi o de incêndio florestal, que aumentou mais de 27%.

Segundo Eduardo Cabrita, este aumento decorre “da situação dramática” vivida em Portugal no ano passado, mas também “da correspondente intensificação da atuação das forças e serviço de segurança relativamente à fiscalização” no que toca aos incêndios florestais.

O ministro afirmou que cresceu também o crime de burla, nomeadamente no que diz respeito a burlas em vendas e no arrendamento de habitações sobretudo através da internet.

Na conferência de imprensa, o ministro realçou igualmente que até outubro do ano passado se registou uma “justa preocupação” com os crimes relacionados com os assaltos a caixas de multibanco (ATM), que aumentaram 73% face a 2016.

“Teve o seu ponto mais alto em outubro de 2017”, disse, sublinhando que as medidas adotadas levaram “a uma significativa redução” em novembro e dezembro de 2017 e nos primeiros meses de 2018 aos assaltos às caixas de multibanco.

Sobre a “criminalidade que mais afeta as populações”, o governante destacou as reduções dos furtos em residência (menos 14%), em veículo motorizado (-11%), das ocorrências em meio escolar (-6,4) e da criminalidade grupal (-8.8%).

Eduardo Cabrita frisou também “pela positiva” que, em 2017, se verificou uma redução dos roubos na via pública e por esticão em transportes públicos.

O ministro disse ainda que, ao longo dos últimos meses, Portugal tem sido sistematicamente considerando em várias avaliações internacionais como “um dos países mais seguro do mundo”, o que “é fundamental” para a qualidade de vida dos portugueses, mas também para o turismo e para o investimento no país.

“A evolução na área de segurança interna é decisiva para a qualidade de vida, mas também a evolução da economia portuguesa”, sustentou.

O RASI é entregue na quinta-feira à Assembleia da República.



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